Polícia Federal nega qualquer irregularidade
Em nota oficial, a Polícia Federal refutou as acusações. A corporação afirmou que não houve manipulação de provas e atribuiu a divergência nas informações a uma falha no sistema eletrônico utilizado para consulta das credenciais aeroportuárias. A PF ainda informou que a Corregedoria-Geral já analisou o caso e concluiu que não foram encontrados indícios de infração funcional por parte dos agentes envolvidos.
Receita aciona MPF, TCU e corregedorias
Diante das inconsistências identificadas, a Receita Federal decidiu encaminhar o relatório ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), requerendo apuração nas esferas civil, penal e administrativa. Além disso, o órgão acionou as corregedorias tanto da própria Receita quanto da Polícia Federal para conduzir investigações internas sobre o episódio.
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Entrar no grupo Disputa institucional no Aeroporto de Guarulhos se arrasta desde janeiro
A origem do embate remonta a janeiro, quando a Polícia Federal proibiu as gravações do programa “Aeroporto: Área Restrita” nas dependências do Aeroporto de Guarulhos. A tensão escalou em maio, após o Ministério Público Federal apontar que servidores da Receita teriam extrapolado suas atribuições ao desempenhar atividades consideradas de competência exclusiva da PF.
Em fevereiro, a situação já havia se acirrado quando a PF solicitou a prisão temporária de três analistas tributários da Receita, sob a acusação de usurpação de função. O pedido, contudo, foi negado pela Justiça.
Falta de comunicação agrava a crise
O relatório da Receita também indica que o órgão não foi informado previamente sobre uma operação realizada pela Polícia Federal na região do aeroporto. Em contrapartida, policiais federais alegam que servidores do Fisco orientaram funcionários do aeroporto a não comunicar à PF sobre uma ação conduzida pela própria Receita.
A gravidade do cenário levou o Tribunal de Contas da União a intervir, determinando a elaboração de um protocolo que defina com mais clareza as competências de cada instituição, prevenindo novos conflitos operacionais.
Reunião de cúpula não resolveu impasse
Na tentativa de distensionar a crise, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, chegaram a se reunir. Até o momento, porém, as divergências permanecem sem solução.
A disputa entre as duas instituições gira em torno das atribuições no combate ao contrabando e ao tráfico internacional de drogas no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Caberá agora ao Ministério Público Federal e aos órgãos de controle avaliar as acusações e definir se haverá abertura formal de investigações sobre a suposta adulteração do inquérito e a conduta dos envolvidos.