Monitoramento de transferências acima de R$ 5 mil
O monitoramento alcança transações a partir de R$ 5 mil mensais para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas. O sistema compara o volume total de recursos movimentados via Pix com os rendimentos informados à Receita.
Caso sejam identificadas inconsistências, o contribuinte é notificado para justificar as operações. Se comprovada irregularidade que gere prejuízo ao fisco, o cidadão pode cair na malha fina e receber multa de valores expressivos, proporcional à diferença não declarada.
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Entrar no grupo Contexto político e reação pública
O tema ganhou destaque após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ter publicado, em janeiro, um vídeo viral alertando que o governo usaria o Pix para fiscalizar contribuintes. À época, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, negou a implementação de qualquer política de monitoramento.
Com a confirmação da integração de dados, Nikolas afirmou em suas redes sociais nesta quarta-feira (15):
“Ué, não era fake news minha? Eu avisei.”
Receita nega devassa e fala em “fiscalização inteligente”
Em nota, a Receita Federal esclareceu que o cruzamento de dados não implica vigilância indiscriminada, mas análise automatizada de inconsistências dentro das normas da Lei Complementar nº 105/2001, que trata do sigilo bancário.
“Não há coleta indiscriminada de informações. O sistema identifica apenas indícios de incompatibilidade com base em parâmetros legais e autorizações judiciais quando necessárias”, informou o órgão.
Especialistas em direito tributário afirmam que o uso de inteligência artificial já ocorre em outros países e que o Brasil avança para um modelo de fiscalização digital contínua, com base em padrões de movimentação financeira.