Na contramão, o índice recuou entre as grandes empresas: queda de 13% nas companhias de grande porte e de 16% nas classificadas como muito grandes. Segundo o levantamento, esse comportamento se explica pela preferência dessas corporações por mecanismos como a recuperação extrajudicial, alternativa utilizada para renegociar dívidas sem recorrer ao processo judicial tradicional.
Brasil encerrou o primeiro semestre com 6.341 empresas em recuperação judicial
Ao final do primeiro semestre de 2026, o país contabilizava 6.341 empresas em recuperação judicial, o que representa uma alta de 6,2% em relação ao segundo semestre de 2025. No acumulado de 12 meses, o crescimento alcançou 21,2%. Embora o ritmo tenha desacelerado frente a períodos anteriores, os números seguem em trajetória ascendente — reflexo das dificuldades econômicas enfrentadas pelos empreendedores sob as políticas do governo Lula.
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Entrar no grupo O levantamento passou a incluir microempresas na base de dados, o que ampliou o universo analisado e elevou o total de companhias registradas em processos de reestruturação.
Pico em maio e primeira queda em junho
O estoque de empresas em recuperação judicial cresceu mês a mês até maio, quando atingiu 6.513 processos ativos. Em junho, no entanto, houve redução de 172 casos — a primeira queda expressiva da série histórica.
Cláudio Damasceno, da RGF Consultoria, alertou que um único mês de recuo não é suficiente para indicar uma mudança de tendência. Ele recomendou cautela na interpretação dos números.
Processos mais longos e reestruturação que não termina
Outro dado preocupante revelado pelo estudo diz respeito à duração dos processos. Entre as empresas que conseguem evitar a falência, o tempo médio de recuperação judicial é de 4,2 anos.
Das companhias que já estavam em recuperação judicial no início de 2023, 65% ainda permanecem no processo. Outras 26% concluíram a reestruturação e deixaram a supervisão judicial.
O cenário evidencia como as condições econômicas vigentes sob o governo Lula — com juros elevados e incertezas fiscais — têm dificultado a sobrevivência dos pequenos empresários brasileiros, que cada vez mais recorrem à Justiça como última alternativa para manter seus negócios de pé.