Líder iraniano reage e atribui protestos a interferência externa
Em resposta às críticas internacionais, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (9) que os manifestantes estariam “destruindo suas próprias ruas” para agradar o presidente dos Estados Unidos. Sem citar nomes diretamente, o aiatolá sugeriu que os protestos seriam incentivados por promessas externas de apoio.
Khamenei classificou os participantes dos atos como “vândalos” e “sabotadores” e sinalizou que as forças de segurança não irão recuar, indicando uma intensificação da repressão. Em novas postagens, ele comparou o presidente norte-americano a “tiranos e governantes arrogantes”, afirmando que líderes com esse perfil acabaram derrotados no auge do poder.
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Entrar no grupo Em um longo pronunciamento, o líder iraniano declarou que o país não se submeterá a pressões estrangeiras, citou conflitos recentes e afirmou que o sangue de cidadãos iranianos teria sido derramado por ordens externas, acusação feita sem apresentar provas adicionais.
Mortes, repressão e retórica de confronto
Os protestos, que começaram em 28 de dezembro, ganharam força com o colapso da moeda nacional e a alta generalizada de preços. Desde então, relatos de confrontos, prisões e uso excessivo da força passaram a se multiplicar.
O discurso oficial do regime reforça a narrativa de que manifestações seriam instrumentalizadas por potências estrangeiras, enquanto opositores e entidades de direitos humanos apontam violação sistemática de liberdades civis.
Apagão digital agrava denúncias
Em meio à escalada da crise, a organização NetBlocks, que monitora a conectividade global, informou que o Irã enfrenta falhas massivas de internet há mais de 24 horas. Segundo a entidade, a conectividade no país caiu para cerca de 1% dos níveis normais.
A organização afirmou que o bloqueio nacional da internet viola direitos fundamentais e dificulta a divulgação de informações, além de ocultar a violência empregada pelo Estado durante a repressão aos protestos.
Cenário segue instável
Com manifestações persistentes, aumento do número de mortos, endurecimento do discurso oficial e isolamento digital, o Irã vive um dos momentos de maior tensão interna dos últimos anos. A reação internacional segue acompanhando os desdobramentos, enquanto o governo iraniano reafirma que não recuará diante do que chama de ingerência externa.