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Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de principais acusados da fraude

Lista de alvos inclui operadores centrais do esquema que desviou bilhões do INSS

O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do , apresentou nesta segunda-feira (1º) uma lista de pedidos de preventiva contra os principais investigados por envolvimento no esquema de fraudes bilionárias que desviou recursos de aposentados e pensionistas do INSS.

Entre os nomes destacados está o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores da organização criminosa.

A lista será avaliada pelo colegiado da CPMI e, se aprovada, encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelos processos da Operação Sem Desconto.

Risco de fuga e ameaças justificam prisão preventiva, diz relator

Após a primeira parte da sessão desta segunda-feira, Gaspar afirmou:

“Não existe prisão para nenhum dos autores desse crime gigantesco. Nós já estamos com indícios suficientes de autoria. Nós estamos com prova da materialidade dos crimes, o delegado que representou no inquérito-mãe citou os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva, mas solicitou medidas de não encarceramento, nas quais discordo diante do quadro que o se encontra com milhares de encarcerados por delitos muito menores. Portanto, acho isso um tapa na cara do brasileiro.”

Gaspar também alertou sobre o risco de fuga dos acusados e ameaças feitas ao advogado Eli Cohen, responsável pelas investigações iniciais:

“Por garantia da ordem pública, porque nós aqui vemos que não só foi operado descontos associativos, mas também uma operação de uma nova modalidade de crimes que tirava empréstimo consignado fictício do povo brasileiro mais sofrido pagando.”

“Diante da conveniência da instrução criminal, quando o depoente disse que tem sido ameaçado e que essas ameaças têm sido direcionadas por integrantes dessa organização criminosa. Ou seja, se não há critérios e requisitos para aplicação da prisão preventiva nesse caso, não há em nenhum caso do Brasil.”

Nove nomes listados como líderes do esquema criminoso

O requerimento apresentado pelo relator aponta nove nomes considerados centrais na organização criminosa:

  • Maurício Camisotti, empresário;
  • Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”;
  • Antônio Luis;
  • Fernando de Araújo;
  • Márcio Alaor;
  • André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de benefícios e relacionamento com o cidadão do INSS;
  • Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS;
  • Eric Douglas Martins Fidelis, advogado;
  • Ramon Rodrigues Novais, vinculado ao grupo Total Health (THG).

Gaspar declarou:

“Esses são os personagens principais de uma organização criminosa.”

Os pedidos de prisão foram realizados logo após a primeira etapa do depoimento de Eli Cohen, responsável por identificar as fraudes no sistema previdenciário.

CPMI investiga o do INSS e prejuízo de bilhões

A investiga os fatos apurados pela Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A apuração revelou descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, além de empréstimos consignados fictícios.

O esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. As fraudes envolvem entidades que falsificavam autorizações de segurados e contavam com a possível conivência de servidores públicos e ex-dirigentes do INSS.As informações são da Revista Oeste. 

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  1. E isso mesmo, Depuitado Alfredo…. estão botando tornozeleira eletronica e prendendo gente por que os “cumpanhêro” “acham” que eles podem “fugir”….. a mesma regra deve valer para a “cumpanhêrada”….

    Tudo em cana. Depois, que provem que são inocentes. O troco sempre vem!

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