Relatório da PF sobre celular de Daniel Vorcaro pode ser apenas o começo das revelações
Relatório da PF sobre celular de Daniel Vorcaro foi feito em 72 horas e investigadores admitem que análise não é completa
Por ContraFatos 01/09/2026 Atualizado em 01/09/2026
Sede da Polícia Federal, em Brasília — Foto: Cristiano Mariz
Documento de 218 páginas foi produzido em prazo apertado e investigadores admitem que análise não é exaustiva
As mensagens que vieram a público nesta terça-feira envolvendo nomes como Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues podem representar apenas uma fração do que ainda está por ser revelado. Essa é a conclusão que se extrai das próprias ressalvas feitas pelos investigadores da PF no relatório que analisou um dos celulares apreendidos com Daniel Vorcaro.
Prazo de 72 horas limitou a profundidade da investigação
O documento, com 218 páginas, foi finalizado na quinta-feira, 27 de agosto. Sua elaboração atendeu a uma determinação do ministro André Mendonça, formalizada em despacho datado de três dias antes. No texto, o magistrado exigiu que os delegados responsáveis pelas investigações apresentassem, no prazo máximo de 72 horas, informações atualizadas sobre o andamento das apurações, “notadamente no que concerne à identificação dos integrantes da suposta rede de influência e monitoramento” gerenciada pelo ex-banqueiro.
Leitura
PF reconhece que há material ainda não explorado
Nas considerações finais, os investigadores fizeram questão de registrar uma ressalva importante. Devido ao “reduzido lapso temporal de 72 horas estabelecido para o atendimento da requisição judicial”, a análise realizada “não possui caráter exaustivo”.
Três agentes e quatro delegados da PF assinam o relatório. Segundo eles, foram transcritas apenas as menções nominais diretamente identificadas aos envolvidos, “sem prejuízo da existência de outras citações ou referências indiretas ainda não detectadas por esta equipe policial”.
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Ou seja, o conteúdo que ganhou repercussão pública — com citações diretas a figuras de alto escalão do Judiciário e de órgãos de segurança — pode ser, na prática, apenas um aperitivo. Com mais tempo e aprofundamento na análise do material apreendido, novas informações e nomes podem surgir nas próximas etapas da investigação.