POLÍTICA

Relatório do Senado revela demora no socorro a Clezão, preso do 8 de Janeiro que morreu na Papuda

Relatório do Senado indica que demora no atendimento médico pode ter contribuído para a morte de Clezão na penitenciária da Papuda

Depoimento de detento aponta falha no atendimento médico ao empresário Clériston Pereira da Cunha, que sofria de cardiopatia grave e não teria recebido medicamentos adequados

Um relatório produzido pela Comissão de do Senado trouxe à tona informações que reforçam questionamentos sobre as circunstâncias da do empresário Clériston Pereira da Cunha, conhecido como ‘Clezão’. O documento, elaborado a partir de visitas à penitenciária da Papuda, em Brasília, e de entrevistas com detentos, inclui o relato de um preso que afirma que o atendimento médico ao empresário demorou de forma significativa — o que pode ter sido determinante para que ele não sobrevivesse.

Uma saúde frágil ignorada

A viúva do empresário, Edjane Duarte da Cunha, já havia denunciado que Clezão era portador de uma vasculite na aorta — uma cardiopatia grave —, além de ser diabético e hipertenso. Segundo ela, o marido reclamava constantemente de não receber os no horário adequado e de ser colocado em isolamento quando não se sentia bem, em vez de receber cuidados médicos apropriados.

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