De acordo com a acusação, Richard teria financiado uma caravana que partiu do Rio Grande do Sul rumo a Brasília para participar dos atos.
Defesa sustentava que réu não esteve em Brasília
A versão apresentada pela defesa ao STF, contudo, divergia da narrativa da PGR. Segundo os advogados, Richard não esteve na capital federal durante os atos e não custeou a viagem. Ele teria apenas assinado uma autorização para que o ônibus deixasse a garagem. O pagamento do veículo, ainda conforme a defesa, foi dividido entre os próprios passageiros.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Na peça processual encaminhada à Corte, a defesa caracterizou Richard como réu primário, de bons antecedentes, trabalhador e com residência fixa. Também ressaltou que ele era arrimo de família, pai de uma filha menor e religioso.
Réu vivia com problemas de saúde e medo de prisão
O advogado José Aristeu de Sousa contou que Richard vivia no campo e “se preocupava com as pessoas”. Ele relatou ainda que o cliente enfrentava dificuldades de locomoção, utilizava muletas e, em algumas ocasiões, cadeira de rodas.
Richard respondia ao processo em liberdade e não usava tornozeleira eletrônica. Ele aguardava o julgamento do caso. A última conversa entre advogado e cliente ocorreu no domingo, 9, véspera do falecimento. Segundo Sousa, Richard “vivia apavorado com medo de ser preso”.
O advogado informou que está reunindo a documentação necessária para comunicar oficialmente a morte ao STF.
O velório de Ronaldo Édison Richard aconteceu em Santa Rosa, no interior gaúcho.