A promotoria sustenta que os assassinatos foram premeditados. A decisão do júri está prevista para ser tomada entre segunda-feira (24/8) e terça-feira (25/8).
Defesa alega psicose pós-parto
A linha de defesa de Clancy se apoia na tese de psicose pós-parto, uma condição rara que pode surgir nas primeiras semanas após o nascimento de um bebê, alimentada por estresse extremo e privação de sono. O quadro pode provocar alucinações.
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Entrar no grupo O psiquiatra forense Phillip Resnick declarou nesta sexta-feira (21/8): “Na minha opinião, a Sra. Clancy, devido à sua doença mental, era incapaz de adequar sua conduta às exigências da lei no dia em que tirou a vida de seus filhos”. Segundo ele, Clancy ouvia vozes e não tinha controle de suas ações.
Apoio que revolta: solidariedade a uma assassina confessa
Enquanto três crianças estão mortas e enterradas, o movimento de apoio a Clancy cresce de maneira perturbadora. As mulheres que comparecem ao tribunal alegam que o caso expõe como a saúde mental feminina é negligenciada. “As mulheres são desconsideradas, negligenciadas e ignoradas quando se manifestam”, afirmou April Vincent, de 52 anos, à Associated Press.
O que causa ainda mais espanto é o fato de que ninguém nessas manifestações parece lembrar que existiam três vítimas reais — crianças que tiveram suas vidas arrancadas de forma violenta. Vestir rosa e carregar cartazes em apoio a quem confessou matar os próprios filhos é, no mínimo, um desrespeito à memória de Cora, Dawson e Callan.
Vaquinha milionária para a família da acusada
Uma campanha de arrecadação online em benefício dos pais de Clancy, que deixaram seus empregos para acompanhar o julgamento da filha, já alcançou a marca de US$ 1 milhão — cerca de R$ 5 milhões.
A descrição da vaquinha diz: “Eles não abandonaram a filha e nunca tiveram dúvidas sobre o motivo: eles a amam. Este fundo não pede que ninguém compartilhe a opinião deles sobre Lindsay ou sobre o caso criminal. Ele pede aos doadores que reconheçam o extraordinário fardo financeiro que os pais carregaram simplesmente por continuarem presentes”.
Busque ajuda
Se você, ou alguém que você conhece, precisa de ajuda para lidar com problemas de saúde mental, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio do número 188. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente. Todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, podem buscar ajuda por telefone, e-mail, chat e Skype, 24 horas, todos os dias.
O Núcleo de Saúde Mental (Nusam) do Samu também é responsável por atender demandas relacionadas a transtornos psicológicos. O Núcleo atua tanto de forma presencial, em ambulância, como à distância, por telefone, na Central de Regulação Médica 192.
Na rede pública de saúde, a assistência psicológica pode ser encontrada nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), hospitais e unidades básicas de saúde.