Caminho da investigação até São Paulo
De acordo com o prefeito, tanto a Procuradoria-Geral da República quanto o Ministério Público Federal declinaram da competência para tratar do assunto. O caso foi então remetido ao Ministério Público Estadual e à Polícia Civil de São Paulo. Nunes critica duramente as instâncias paulistas, acusando-as de terem elaborado o relatório final como um mero “copia e cola” do relato apresentado pelo militante do PT.
Prefeito contesta valores apontados na denúncia
Um dos pontos centrais da contestação de Ricardo Nunes diz respeito ao custo por ponto de Wi-Fi. A denúncia sustenta que a Prodam cobraria 300 reais por ponto, enquanto a prefeitura desembolsa 1.260 reais pelo mesmo serviço junto ao ICB. O prefeito refuta categoricamente o comparativo.
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Entrar no grupo “Não é verdade. O delegado deveria ter se certificado dessas informações. Ele deveria ter comparado não com o contrato da Prodam de colocar ponto dentro de escola — onde há energia, local resguardado e público pequeno —, mas com o contrato de Wi-Fi de área pública”, argumentou o chefe do Executivo municipal.
Para reforçar sua tese, Nunes recorreu a um parâmetro histórico: a gestão do petista Fernando Haddad. Segundo ele, o ex-prefeito “pagou 6.999 reais por ponto, além de 12.000 reais para instalação por praça”.
Contrato municipal não envolve emendas parlamentares, diz Nunes
O prefeito também fez questão de distinguir o contrato da prefeitura do inquérito em tramitação na Suprema Corte. A investigação no STF — vinculada ao filme Dark Horse, da produtora Karina Gama — apura o uso de emendas parlamentares. Já o acordo da capital paulista, segundo Nunes, é financiado exclusivamente com recursos do cofre municipal.
“É um contrato que a prefeitura soltou um chamamento, contratou uma instituição, está pagando, e eu afirmo para vocês que não tem nenhum centavo de emenda”, declarou o prefeito a jornalistas.
Consulta formal a Flávio Dino
Com o avanço das apurações, Ricardo Nunes anunciou que determinou à Procuradoria Geral do Município (PGM) a realização de uma consulta formal ao ministro Flávio Dino. O objetivo é esclarecer o alcance da decisão judicial e seus efeitos práticos sobre o contrato. Entretanto, o prefeito não detalhou os termos específicos desse procedimento.
Nunes afirma que não se opõe às investigações, mas defende que o processo seja utilizado para restabelecer a verdade dos fatos — e não para prolongar desgastes políticos na reta final do período eleitoral.