“Vai ter uma carteira assinada pela primeira vez, e desejo boa sorte a ele. Só isso.”
A frase, dita em tom de deboche, gerou repercussão imediata nas redes sociais, especialmente entre aliados e críticos de ambos os políticos.
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Entrar no grupo Crítica ao “radicalismo” do governo Lula
Após a provocação, Nunes ampliou o tom e fez críticas à composição ideológica do governo federal. Segundo ele, a presença de figuras de esquerda como Boulos indica falta de moderação e ameaça o diálogo político:
“Cara, desse governo aí, você pode esperar tudo, né? A questão de ter pessoas radicais é que preocupa. A gente precisa ter pessoas que dialoguem com todo mundo. O radicalismo é muito ruim.”
A fala foi interpretada como uma dupla cutucada: ao próprio Boulos, conhecido por sua atuação em movimentos sociais e de moradia, e ao presidente Lula, por ter apostado em um nome ligado ao PSOL — partido tradicionalmente mais à esquerda que o PT.
Nomeação e reação política
Boulos, que assumirá um cargo estratégico no Palácio do Planalto, será responsável pela articulação política com movimentos sociais, centrais sindicais e entidades civis. A nomeação foi celebrada por aliados do governo, que veem o gesto como aproximação com a base popular.
Críticos, porém, enxergam a escolha como sinal de radicalização e partidarização da máquina pública.
Vale lembrar que o cargo de ministro não tem vínculo empregatício e, portanto, não gera registro em carteira de trabalho, o que reforçou o tom de ironia da declaração de Nunes.
Rivalidade renovada
A disputa entre os dois políticos, que se enfrentaram nas urnas em 2024, parece ter migrado do cenário eleitoral para o campo institucional. Enquanto Boulos amplia sua influência no governo federal, Nunes se posiciona como porta-voz do centro moderado e provável candidato à reeleição em 2028.