Rebelo fez questão de ressaltar o que considera uma qualidade rara na política brasileira atual: a união entre poder e autoridade. “O Brasil precisa reunir esses dois elementos que se afastaram na política: o poder e a autoridade. Hoje, no Brasil, quem tem poder não tem autoridade, porque o poder é concedido por uma norma e a autoridade é concedida por uma biografia que poucos têm para apresentar ao nosso país. Ronaldo Caiado tem essa biografia.”
O ex-deputado também afirmou acreditar na capacidade de Caiado de promover a reconciliação nacional. “Você pode ganhar uma eleição num país dividido, mas é difícil governar um país dividido. Eu sei que Caiado tem a capacidade de unir o Brasil em torno do que interessa, que é a volta do crescimento, valorizar o povo brasileiro, o investimento e os investidores, que hoje são criminalizados no Brasil”, disse Rebelo.
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Entrar no grupo Disputa judicial com o Democracia Cristã
O cenário que levou Aldo Rebelo ao palanque do PSD tem como pano de fundo um embate com o Democracia Cristã. Rebelo explicou à imprensa que sua pré-candidatura pelo DC foi substituída por uma decisão unilateral do presidente da legenda, o que o levou a acionar a Justiça.
“Houve uma substituição da minha candidatura por uma decisão unilateral do presidente do partido, isso foi judicializado, eu reivindiquei na Justiça o direito de ir à convenção, me foi concedido já por duas vezes. Em retaliação, o presidente do partido tentou um processo de expulsão que foi anulado. Hoje o partido está proibido de qualquer reação contra a minha pré-candidatura, mas eu vou aguardar a convenção para tomar uma decisão final”, afirmou.
Agenda para desinterditar o Brasil
Caso consiga efetivamente disputar a Presidência, Aldo Rebelo sinalizou que pretende apresentar uma agenda voltada a “desinterditar” o país. Na avaliação do ex-ministro, instituições como STF, Ministério Público, Ibama, Funai e ICMBio atualmente “paralisam” o Brasil. Ele também defendeu que segurança pública e educação recebam maior atenção dos governantes.
A presença de Rebelo na convenção do PSD evidencia o rompimento prático com o Democracia Cristã, partido pelo qual inicialmente buscava concorrer ao Palácio do Planalto. Enquanto aguarda o desfecho judicial e a convenção da legenda, o ex-ministro optou por demonstrar publicamente seu alinhamento com a candidatura de Caiado.