Apenas 0,6% dos votos restavam para serem processados. Os aproximadamente 140 mil votos contestados ainda pendentes vinham majoritariamente de Lima e de peruanos residentes no exterior — regiões onde Fujimori obteve apoio significativamente maior que seu adversário.
“Essas são áreas em que Keiko Fujimori deve ter uma vantagem”, disse Gonzalo Márquez, diretor da consultoria de dados Caleidos. “Portanto, não há possibilidade, digamos, de que o resultado mude.”
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Entrar no grupo Esquerda rejeita o resultado e pressiona nas ruas e nos tribunais
Apesar do cenário desfavorável e das avaliações positivas dos observadores internacionais sobre o processo eleitoral, o campo de Sánchez optou por questionar a legitimidade da apuração. Além da convocação de manifestações populares, o partido do candidato de esquerda recorreu à Justiça pedindo a anulação de votos computados para Fujimori.
A postura contrasta com o posicionamento da OEA e da UE, que instaram separadamente os candidatos e o país a aguardarem com paciência o resultado oficial.
Quarta tentativa e possível marco histórico
Esta é a quarta vez que Keiko Fujimori, filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori, disputa a Presidência do Peru. Nas três ocasiões anteriores, ela foi derrotada em segundo turno. A mais recente derrota aconteceu em 2021, quando perdeu para o candidato de esquerda Pedro Castillo por apenas 44.200 votos.
Caso a vantagem se confirme ao fim da apuração, Fujimori se tornará a primeira mulher eleita diretamente para a Presidência do Peru.
País em suspense desde o segundo turno
O Peru vive em clima de expectativa desde o segundo turno realizado em 7 de junho. A lenta revisão e recontagem dos votos contestados prolongou a indefinição, mas os dados disponíveis indicam que a tendência favorece a candidata de direita de forma consistente.