Roberto Freire Roberto Freire

Roberto Freire defende a anistia como instrumento de liberdade e reconciliação

Constituinte de 1988 lembra papel histórico do e personalidades beneficiadas pelo perdão político

O ex-ministro da Cultura e constituinte de 1988, Roberto Freire, usou seu perfil no Twitter/X nesta terça-feira (9) para defender a como um instrumento político e jurídico essencial à democracia, à liberdade e à fraternidade.

Com uma trajetória de 44 anos na política, que inclui mandatos como deputado estadual, deputado federal, senador e ministro no governo de Rousseff (PT), Freire destacou que, durante a Constituinte, participou diretamente da aprovação do artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que estabeleceu a anistia ampla, geral e irrestrita aos crimes de natureza política.

“Instrumento de liberdade e reconciliação”

Segundo Freire, a anistia deve ser entendida não apenas como um mecanismo jurídico, mas sobretudo como um símbolo de reconciliação nacional:
Trata-se de um instrumento de liberdade e reconciliação, que possibilitou o retorno de brasileiros perseguidos e exilados durante a ditadura”, escreveu.

O ex-parlamentar lembrou que diversos nomes históricos foram beneficiados pela medida, entre eles Leonel Brizola, Luís Carlos Prestes, Miguel Arraes, Paulo Freire, Ferreira Gullar e Fernando Henrique Cardoso, figuras que, em sua visão, ajudaram a abrir caminho para a redemocratização.

Papel do Movimento Feminino pela Anistia

Freire também destacou a relevância do Movimento Feminino pela Anistia (MFA), liderado por Therezinha Zerbini e outras sete fundadoras. Para ele, o grupo foi protagonista na luta pelas liberdades civis em um período em que poucas vozes ainda se manifestavam contra a repressão.

Congresso como guardião da prerrogativa

O ex-senador lembrou que a Constituição de 1988 atribuiu ao a prerrogativa exclusiva de conceder anistia, exceto em casos de tortura, de drogas, terrorismo e crimes hediondos.

Para Freire, o instituto continua a ser um exemplo da capacidade de uma sociedade democrática de promover justiça, memória e direitos civis:
A anistia deve ser lembrada como exemplo de sociedade democrática, de liberdade e fraternidade”, afirmou.


Veja também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *