Roberto Teixeira, sogro de Zanin, doa R$ 5 mil à campanha de deputado aliado de Lula
Sogro de Cristiano Zanin, Roberto Teixeira doou R$ 5 mil para campanha de Emídio de Souza, aliado de Lula, mesmo rompido com o ministro do…
Por ContraFatos 16/09/2026 Atualizado em 16/09/2026
Roberto Teixeira, Sogro De Zanin
Advogado e compadre do presidente financiou a reeleição de Emídio de Souza, do PT paulista, mesmo rompido com o genro ministro do STF
O advogadoRoberto Teixeira, conhecido por sua longa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizou uma doação de R$ 5 mil para a campanha de reeleição do deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP). A informação consta nos registros da Justiça Eleitoral, que apontam a transferência na data de 11 de setembro de 2026.
Único candidato beneficiado por Teixeira nestas eleições
Até o momento, Emídio de Souza é o único político que recebeu contribuição financeira de Teixeira no atual ciclo eleitoral. O deputado é considerado um aliado próximo do presidente Lula e busca a reeleição na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores.
Leitura
Relação antiga com Lula e conexão com Zanin
Roberto Teixeira atua como conselheiro jurídico de Lula desde o final da década de 1970. Padrinho de batismo de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente, foi ele quem apresentou o ministroCristiano Zanin ao então líder sindical — encontro que deu origem à relação profissional entre advogado e cliente.
Apesar de ser sogro de Zanin, a relação entre os dois está longe de ser harmoniosa. O ministro do Supremo Tribunal Federal está rompido com Teixeira, com quem chegou a dividir um escritório de advocacia no passado.
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Processo judicial de R$ 5 milhões entre sogro e genro
O desgaste entre Teixeira e Zanin ultrapassa o âmbito pessoal e se desdobra na Justiça. O advogado ingressou com uma ação no valor de R$ 5 milhões contra o próprio genro e contra sua filha, Valeska Zanin Martins. No centro da disputa está uma questão empresarial envolvendo o escritório de advocacia que os três mantinham em sociedade.
Teixeira solicitou a revisão de um acordo que tratava de transferência de imóveis e de distribuição de lucros, argumentando que a operação teria simulado uma antecipação de herança.
Pedido rejeitado pela Justiça
Em janeiro, o juiz Ricardo Augusto Ramos, da 7ª Vara Cível de São Paulo, negou o pedido formulado por Teixeira. A decisão se baseou no fato de que a transferência questionada havia ocorrido dez anos antes do ajuizamento da ação, o que inviabilizou a pretensão do advogado.