Romário tem pagamentos da CazéTV bloqueados pela Justiça para cobrir dívida milionária de R$ 32,4 milhões
Justiça determina bloqueio dos pagamentos de Romário pela CazéTV para quitar dívida de R$ 32,4 milhões com construtora Koncretize
Por ContraFatos 09/07/2026 Atualizado em 09/07/2026
ROmario E Casetv
Decisão judicial retém valores que o senador deveria receber pela cobertura da Copa do Mundo e exige documentos da contratação
Uma dívida de R$ 32,4 milhões levou a Justiça a intervir diretamente nos rendimentos que o senador Romário (PL-RJ) receberia da CazéTV. A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ordenou o bloqueio dos pagamentos destinados ao ex-jogador pela emissora digital, onde ele participava da cobertura da Copa do Mundo nos Estados Unidos.
Origem da dívida milionária
A cobrança parte da empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda., que move uma ação de cumprimento de contrato contra Romário e sua empresa. O litígio envolve um acordo firmado para a administração do estacionamento do Café Onze Bar. O senador havia assinado um termo de confissão de dívida relacionado ao caso. O processo, no entanto, tramita em segredo de Justiça. As informações foram divulgadas pela coluna de Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.
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CazéTV é obrigada a apresentar contratos e comprovantes
Além do bloqueio dos valores, a decisão judicial impôs obrigações à CazéTV. A emissora precisa apresentar todos os contratos firmados com o ex-jogador, além de notas fiscais, recibos e comprovantes de pagamento. A empresa também foi intimada a informar se parceiras comerciais firmaram acordos com o senador, identificando os responsáveis pelos repasses financeiros.
Polêmica nos Estados Unidos e repercussão negativa
A CazéTV levou Romário aos Estados Unidos para realizar transmissões ao vivo durante o torneio. A presença do parlamentar no exterior, porém, provocou forte repercussão negativa. Imagens que mostravam o senador dançando em uma boate em Miami viralizaram nas redes sociais, intensificando as críticas.
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Na ocasião, o Senado Federal ainda não havia entrado em recesso. Romário argumentava que acompanhava as sessões legislativas por videoconferência. Diante da pressão, ele anunciou que devolveria aos cofres públicos a parte proporcional de seu salário referente ao período de ausência do plenário.