“Túnel Putin-Trump”
De acordo com o enviado russo, o túnel — batizado simbolicamente de “Putin-Trump” — teria cerca de 112 quilômetros de extensão e seria destinado ao transporte ferroviário e de cargas, com potencial para se tornar uma das maiores obras de infraestrutura do mundo.
Dmitriev sugeriu que a construção poderia ser executada pela The Boring Company, empresa do bilionário Elon Musk especializada em túneis subterrâneos e transporte de alta velocidade.
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Entrar no grupo “Imagine conectar os EUA e a Rússia, as Américas e a Afro-Eurásia com o Túnel Putin-Trump — uma ligação que simboliza a unidade”, escreveu Dmitriev em uma das postagens.
O executivo afirmou que a tecnologia desenvolvida pela companhia de Musk permitiria reduzir drasticamente o custo estimado do projeto — que tradicionalmente seria de cerca de US$ 65 bilhões — para menos de US$ 8 bilhões.
O trajeto e os desafios técnicos
O túnel seria construído no ponto mais estreito do Estreito de Bering, onde a distância entre os dois continentes é de aproximadamente 82 quilômetros. No trajeto estão as ilhas Diomedes — uma pertencente à Rússia e outra aos Estados Unidos — separadas por apenas 4 km, o que facilitaria a instalação de estações intermediárias de apoio à construção.
Além do desafio geológico e climático, já que a região enfrenta temperaturas extremas e gelo durante boa parte do ano, o projeto enfrentaria grandes barreiras políticas e diplomáticas, especialmente diante da tensão crescente entre Washington e Moscou desde a guerra da Ucrânia.
Um sonho antigo
Segundo a agência Reuters, ideias de conexão física entre a Rússia e os Estados Unidos por meio do Estreito de Bering existem há mais de 150 anos. Desde o século 19, engenheiros e visionários têm proposto pontes e túneis intercontinentais, embora nenhum tenha avançado além da fase conceitual.
Em 2007, o então governador da Chukotka, Roman Abramovich, chegou a financiar um estudo preliminar sobre a viabilidade de um trem de alta velocidade ligando Moscou ao Alasca, mas o projeto foi abandonado por falta de apoio internacional.
Agora, com o novo impulso dado por Dmitriev — e o envolvimento hipotético de Elon Musk —, o plano volta a ganhar repercussão global, embora analistas considerem sua execução improvável em um cenário de sanções e rivalidade geopolítica.