Sanções dos EUA contra o PCC: quais pessoas e empresas entraram na mira?
Departamento do Tesouro dos EUA sancionou dois brasileiros e quatro empresas por suposta ligação com o PCC, bloqueando bens no país
Por ContraFatos 02/07/2026 Atualizado em 02/07/2026
Bandeira dos Estados Unidos (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay
Departamento do Tesouro americano bloqueou bens de dois brasileiros e quatro empresas acusados de vínculos com o Primeiro Comando da Capital
Dois cidadãos brasileiros e quatro empresas — três com sede no Brasil e uma em Portugal — foram alvo de sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta quarta-feira (1°). A medida se baseia em supostos vínculos dos envolvidos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Quem são os brasileiros sancionados
Os dois alvos individuais são Victor Henrique de Oliveira Shimada (Shimada) e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira (Stella). De acordo com o governo americano, Shimada seria o “elo fundamental” do PCC com integrantes da facção que atuam na Flórida. A acusação aponta que ele teria lavado mais de 30 milhões (R$ 156,09 milhões) em “diversas cidades” dos EUA.
Leitura
Shimada é apontado como proprietário da Victory Trading, uma das companhias incluídas na lista de sanções pelo Escritório de Controle de Ativos de Estrangeiros (Ofac). Já Stella é descrita pelos americanos como “secretária” de Shimada e também como sua parente.
Quatro empresas na mira do Ofac
Além dos dois brasileiros, a Ofac aplicou sanções a quatro empresas supostamente ligadas a Shimada:
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Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda — empresa de serviços financeiros;
Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda — também do setor de serviços financeiros;
Wave Construções Inteligentes Ltda — construtora;
Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda — empresa de transporte e armazenagem com sede perto de Lisboa, Portugal.
Consequências práticas das sanções
A decisão do governo americano implica o bloqueio imediato de todos os bens das pessoas e empresas listadas que estejam em território dos EUA ou que se encontrem sob controle de cidadãos norte-americanos. Na prática, qualquer transação financeira envolvendo esses alvos no sistema financeiro dos Estados Unidos está proibida.
As informações são do Estadão e da Agência Brasil.