Sanções dos EUA levam Avianca a cancelar passagens aéreas do ex-presidente Gustavo Petro
Avianca cancelou passagens de Gustavo Petro para o México alegando cumprimento das sanções impostas pelos Estados Unidos por meio da Ofac
Por ContraFatos 07/09/2026 Atualizado em 07/09/2026
Gustavo Petro Foto: EFE/EPA/Presidency of Colombia
Companhia aérea alega cumprimento de restrições do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros para justificar o cancelamento dos bilhetes do ex-presidente colombiano
Uma verificação de rotina da auditoria interna da Avianca identificou reservas feitas em nome do ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro e resultou no cancelamento de suas passagens aéreas. Os bilhetes haviam sido comprados para um voo de Bogotá à Cidade do México em 30 de agosto, com retorno à capital colombiana marcado para 2 de setembro.
Sanções da Ofac como justificativa
Segundo a companhia, a decisão foi tomada em cumprimento às sanções econômicas impostas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A Avianca explicou que, por operar voos em solo norte-americano, processar transações bancárias em dólares e utilizar tecnologias e ativos dos EUA, está impedida de transportar passageiros que constem na lista de restrições.
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Petro viajaria acompanhado de duas outras pessoas, cujas passagens não foram afetadas pelo cancelamento. A empresa informou que realizou o reembolso integral dos valores pagos pelo ex-presidente.
Caso tornado público após declarações de Petro
Em comunicado enviado à imprensa colombiana, a Avianca afirmou que inicialmente tratou a situação de maneira privada. A companhia decidiu se manifestar publicamente somente depois que o próprio ex-presidente fez declarações sobre o episódio.
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Gustavo Petro contestou a medida e classificou a atitude da companhia como “discriminação política”. Na avaliação do ex-presidente, as regras da Ofac não obrigariam a Avianca a impedi-lo de voar, uma vez que a empresa não seria uma pessoa jurídica dos EUA. Ele argumentou que a companhia está vinculada a um grupo sediado no Reino Unido e que, por essa razão, a aplicação das sanções norte-americanas ao caso deveria ser debatida também pelo Parlamento britânico.
Histórico das sanções contra Petro
O governo dos Estados Unidos incluiu Gustavo Petro na Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas da Ofac em 24 de outubro de 2025. A medida também atingiu sua esposa, Verónica Alcocer; seu filho mais velho, Nicolás Petro; e o então ministro do Interior, Armando Benedetti.
Consequências práticas da inclusão na lista da Ofac
A inclusão na lista do órgão americano tem efeitos severos: isola o indivíduo do sistema financeiro global, congela contas bancárias, bens e propriedades sob jurisdição dos EUA e proíbe empresas e cidadãos norte-americanos de realizar qualquer tipo de negócio ou prestar serviços às pessoas bloqueadas.
O descumprimento das regras estabelecidas pela Ofac pode acarretar multas e outras penalidades para as empresas que não observarem as restrições.