Segunda Turma do STF anula condenações da Operação Chequinho e devolve elegibilidade a Garotinho
Segunda Turma do STF confirmou anulação das condenações de Anthony Garotinho na Operação Chequinho por provas consideradas ilícitas, devolvendo sua elegibilidade
Por ContraFatos 12/06/2026 Atualizado em 12/06/2026
Anthony Garotinho
Colegiado confirmou decisão do ministro Cristiano Zanin que considerou ilícitas as provas utilizadas contra o ex-governador do Rio de Janeiro
O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-prefeito de Campos dos Goytacazes, Anthony Garotinho (Republicanos-RJ), teve suas condenações anuladas pela Segunda Turma do STF na última terça-feira (9). Com isso, o político recuperou a elegibilidade que havia perdido em decorrência das sanções impostas no âmbito da Operação Chequinho.
Investigação mirava compra de votos com o programa Cheque Cidadão
A Operação Chequinho apurou um suposto esquema de compra de votos durante as eleições de 2016 em Campos dos Goytacazes. A acusação sustentava que o programa social municipal Cheque Cidadão foi utilizado de maneira irregular para beneficiar candidatos. Garotinho havia sido condenado por quatro crimes:
Leitura
Corrupção eleitoral;
Associação criminosa;
Supressão de documento público;
Coação no curso do processo.
Provas consideradas ilícitas foram o ponto central da decisão
O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, entendeu que as provas que fundamentavam a ação na Justiça Eleitoral eram ilícitas. Segundo sua análise, os elementos probatórios foram extraídos de forma irregular de computadores pertencentes à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes. Esse entendimento levou à anulação monocrática das condenações.
Julgamento virtual e placar de 4 a 1
O julgamento foi realizado em ambiente virtual. Além do relator Cristiano Zanin, os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Nunes Marques acompanharam o voto pela manutenção da anulação. O ministro Luiz Fux foi o único a divergir, votando a favor do recurso interposto pelo Ministério Público.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR), por intermédio da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), havia recorrido da decisão monocrática de Zanin em março. O argumento central do órgão era que a anulação contrariava a própria jurisprudência do STF, já que a Segunda Turma havia rejeitado de forma unânime, em 2022, um pedido idêntico formulado pela defesa de Garotinho. Apesar dessa alegação, o colegiado decidiu confirmar o entendimento do relator.
Outros réus também foram beneficiados
A decisão não alcançou apenas Anthony Garotinho. A Segunda Turma do STF também anulou condenações de outros réus que estavam vinculados ao mesmo caso da Operação Chequinho, ampliando o alcance do julgamento.