“Se fosse o governo Bolsonaro, teria muita gente presa. Mas como é no governo Lula e o sistema tá aparelhado, pode-se tudo de errado nesse país, desde que os autores do erro sejam da esquerda. Isso vai mudar! Nós vamos tirar esses responsáveis corruptos do poder! Chega, o povo tá cansado!” concluiu o deputado, que disputa uma das duas vagas de senador por Alagoas.
Apelo ao Ministério Público e ao Judiciário
O tom do pronunciamento de Alfredo Gaspar foi de indignação direta contra a inércia institucional. Ele questionou publicamente a postura do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério Público diante dos gastos bilionários.
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Entrar no grupo “Ministério Público, cadê você? STF, TSE, cadê vocês? Isso não pode continuar acontecendo e não ter nenhuma consequência. Esse é apenas um dos exemplos da irresponsabilidade do governo Lula. Estão jogando na lata do lixo o dinheiro do povo brasileiro. Logo agora, que o brasileiro pagou mais de 2 trilhões de impostos. Foi o governo que mais arrecadou dinheiro do povo trabalhador e não tem nenhuma fiscalização”, protestou o parlamentar.
Relator da CPMI do INSS reforça discurso contra o governo
Vale destacar que Alfredo Gaspar foi relator da CPMI do INSS, comissão que investigou o roubo bilionário praticado contra aposentados e pensionistas. Essa atuação dá peso político às suas cobranças por maior rigor na fiscalização dos recursos públicos. O deputado lembrou ainda que Bolsonaro, rival e antecessor de Lula, cumpre pena por crimes em “trama golpista”.
R$520 milhões poderiam financiar saúde pública, diz deputado
Para ilustrar a dimensão do gasto com propaganda, Alfredo Gaspar fez um cálculo comparativo com investimentos na área de saúde. Segundo ele, o mesmo montante seria suficiente para construir mais de 100 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou adquirir 2 mil ambulâncias novas para o Sistema Único de Saúde.
“As pessoas que mais precisam, que estão necessitando de atendimento médico e não têm perto da sua casa uma unidade de pronto atendimento”, lamentou o deputado ao classificar a situação como um descontrole orçamentário do governo.
Detalhamento dos gastos publicitários da Secom
De acordo com reportagem da Folha, a Secom dividiu a verba publicitária em diferentes frentes. O maior lote, de R$ 150 milhões, foi reservado para a campanha com o slogan “conectando entregas e futuro”. Outros R$ 80 milhões foram direcionados à divulgação da proposta governamental para o fim da escala 6×1, enquanto R$ 45 milhões ficaram destinados à promoção do novo programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas de cidadãos brasileiros.
Justificativa oficial da Secom
A Secretaria de Comunicação apresentou defesa dos valores empenhados, argumentando que “eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização”.