Contrato firmado antes da ida ao governo
O acordo entre Lewandowski e o Banco Master foi celebrado em agosto de 2023 e previa o pagamento de honorários mensais de R$ 250 mil pela prestação de serviços de consultoria jurídica. À época, Lewandowski ainda não havia assumido cargo no Poder Executivo.
A confirmação da indicação pelo senador petista reforçou o debate público sobre a proximidade entre agentes políticos influentes e instituições financeiras privadas.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Ganhos superiores a R$ 5 milhões
No mercado, admite-se que uma parcela significativa dos pagamentos — estimada em mais de R$ 5 milhões — continuou a ser realizada mesmo após Lewandowski assumir o comando do Ministério da Justiça, em janeiro de 2024. Ao ingressar no governo, ele deixou formalmente a sociedade do escritório de advocacia e suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Wagner também afirmou que não participou da indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Banco Master, rebatendo suspeitas de que teria atuado em mais de um caso semelhante. Apesar disso, o reconhecimento da indicação de Lewandowski reacendeu questionamentos sobre governança e transparência.
Repercussão no governo
A manutenção do contrato durante o exercício de cargo público ampliou as críticas e levantou dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse. Lewandowski, por sua vez, declarou que cessou integralmente suas atividades na advocacia ao assumir o Ministério da Justiça.
Ainda assim, o episódio fortaleceu desconfianças envolvendo a relação entre o governo federal, o STF e o Banco Master. A admissão de Wagner vem gerando desconforto no Palácio do Planalto, onde o núcleo político do governo Luiz Inácio Lula da Silva demonstra preocupação com os impactos do caso no cenário eleitoral deste ano.