Senador mencionou relatório da PF em depoimento no STF
Durante depoimento como testemunha de defesa do ex-ministro Anderson Torres no Supremo Tribunal Federal (STF), Amin voltou a citar o relatório. Ele argumentou que o voto auditável é essencial para restaurar a confiança pública nas urnas eletrônicas.
O parlamentar frisou que a proposta segue critérios técnicos e não compromete o sigilo do voto. O modelo defendido prevê que a urna imprima o voto, exiba em visor lacrado para o eleitor e deposite o comprovante em local inacessível ao cidadão.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes interrompeu Amin e solicitou que se limitasse a “fatos concretos”. O senador respondeu que estava apenas reproduzindo conteúdo de um relatório oficial da PF.
Impressão do voto volta à pauta com nova proposta legislativa
Protocolada em 5 de maio de 2025, a emenda de Amin prevê a implementação do voto auditável a partir da próxima eleição geral, permitindo tempo para adaptações técnicas.
O senador espera que o relator do Código Eleitoral, Marcelo Castro (MDB-PI), mantenha a proposta no texto. Segundo Amin, a auditoria não exige necessariamente papel: pode ser feita eletronicamente, desde que permita rastreabilidade e verificação independente.
Histórico revela resistência do Judiciário ao voto impresso
Em 2020, o TSE enfrentou um atraso na totalização dos votos após centralizar o processo em Brasília, o que levou à revisão do sistema. O então presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, reconheceu falhas e disse que a mudança havia sido recomendada pela Polícia Federal.
No julgamento de Jair Bolsonaro, ocorrido em 10 de junho de 2025, o ministro Luiz Fux relembrou que o STF suspendeu a impressão do voto em 2018, alegando risco ao sigilo da votação. O receio era de que eleitores levassem comprovantes para casa. Porém, o modelo defendido por Amin — e antes por Bolsonaro — elimina essa possibilidade.
Desde a introdução das urnas eletrônicas nos anos 1990, há críticas ao sistema sem comprovante físico. Embora tenha acelerado a apuração, a ausência de possibilidade de recontagem visual segue sendo o ponto central de propostas de auditoria, sistematicamente rejeitadas pelo STF.