Servidor da Secom compartilha fake news contra Flávio Bolsonaro e deleta publicação em seguida
George Marques, coordenador da Secom, compartilhou fake news contra Flávio Bolsonaro sobre Nossa Senhora Aparecida e apagou a publicação alegando engano involuntário
Por ContraFatos 26/09/2026 Atualizado em 26/09/2026
George Marques compartilhou mensagem, mas apagou Fotos: Reprodução X | Eduardo Gois/A12
George Marques, coordenador da Secom, republicou conteúdo que incentivava disseminação de boato sobre Nossa Senhora Aparecida e depois alegou engano
Um episódio envolvendo um servidor da Secom do Palácio do Planalto gerou polêmica nesta sexta-feira (25). George Marques, coordenador geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social, republicou em suas redes uma mensagem que estimulava a circulação de uma fake news direcionada a Flávio Bolsonaro. O post foi apagado horas depois da publicação.
O conteúdo da mensagem compartilhada
O boato em questão afirmava que Flávio Bolsonaro e o PL teriam apoiado uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação é falsa — não existe qualquer projeto apresentado pelo senador com esse objetivo.
Leitura
A publicação compartilhada por Marques trazia o seguinte texto:
– Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles [direita] fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Inclusive com ajuda de uma TV (Jovem Pan). Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Grupos de esquerda pediam explicitamente que a informação falsa continuasse circulando até atingir católicos das regiões Nordeste e Norte do país.
Marques nega intenção e alega erro involuntário
Ao ser procurado, George Marques declarou que não se recorda de ter republicado o conteúdo. Segundo ele, costuma realizar diversos compartilhamentos em sequência, e a publicação pode ter entrado no meio por engano. Ele fez questão de destacar que a postagem não reflete sua posição pessoal.
– Lembro de tê-lo lido, mas isso não significa que eu compartilhe este pensamento. Registro que, como jornalista, defendo que os fatos sejam claros e precisos. Mesmo se eu tivesse dado RT não concordo com esse pensamento – declarou ao Poder360.
Na sequência, o funcionário reforçou a versão de equívoco:
– Não me lembro de ter dado RT nesse tuíte. Eu retuitei outras coisas em sequência e, se esse acabou entrando no meio, foi por engano. Não penso isso e essa afirmação não representa minha posição. Se houve o compartilhamento, foi um erro involuntário – completou.
GloboNews corrigiu informação e pediu desculpas
Flávio Bolsonaro já vinha sendo alvo de notícias falsas que o associavam à suposta intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A GloboNews chegou a veicular uma fala que acabou sendo equivocadamente vinculada ao candidato. A emissora reconheceu o erro e se desculpou publicamente pelo ocorrido.
George Marques compartilhou mensagem, mas apagou Fotos: Reprodução X | Eduardo Gois/A12
Equipe jurídica de Flávio aciona a Procuradoria-Geral Eleitoral
Ainda nesta sexta-feira, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral Eleitoral contra perfis que, de acordo com a campanha, contribuíram para disseminar a fake news. A representação solicita investigação sobre a origem das publicações e aponta dezenas de contas em redes sociais como responsáveis pela propagação do boato.