“Eu não vou fazer campanha contra o cara só porque é indicação de Lula e só porque ele é um evangélico esquerdopata. Se tiver alguma coisa contra a moral dele, aí eu falo”, declarou Malafaia.
Pastor evita confronto direto com Messias
A fala de Malafaia marca um tom mais moderado em relação ao governo Lula, após uma série de críticas à nomeação de ministros anteriores. O pastor afirmou que respeitará a indicação de Jorge Messias, desde que não surjam fatos que possam “desabonar” sua conduta ética.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Segundo ele, “divergência ideológica não é motivo suficiente” para oposição a um nome que, até o momento, não tem acusações ou irregularidades associadas.
“Não se trata de gostar ou não do Lula. Eu só me posiciono contra quem representa valores contrários à moral cristã e à liberdade. Fora isso, não faço oposição cega”, disse.
Comparações com Flávio Dino e Cristiano Zanin
Durante a entrevista, Malafaia lembrou que se manifestou contra a nomeação de Flávio Dino ao STF, afirmando que o atual ministro “é um comunista assumido” e que, por isso, representa uma ideologia “antagônica aos princípios cristãos”.
Em contrapartida, o pastor destacou que não se opôs à escolha de Cristiano Zanin, advogado pessoal de Lula, para o Supremo.
“Eu falei: ‘Não tenho nada contra ele. Qual é o problema dele ser advogado de Lula? Ele é criminoso?’ Não. Eu não tenho nada contra ele. Ele me ligou agradecendo. O único cara que eu me levantei contra foi Flávio Dino, porque é um comunista, e comunismo eu quero distância”, explicou.
Relação com o governo e o eleitorado evangélico
A postura de Malafaia reflete um momento de reajuste estratégico no discurso político de parte do segmento evangélico, que tenta equilibrar críticas ao governo Lula com uma imagem de diálogo institucional.
Nos bastidores, aliados de Malafaia afirmam que o pastor pretende reduzir o tom dos ataques diretos ao Planalto, especialmente após desentendimentos internos no meio evangélico sobre o alinhamento político com a oposição.
A eventual indicação de Jorge Messias ao STF é vista por setores religiosos como um gesto de aproximação de Lula com os evangélicos, uma base eleitoral que o petista tenta reconquistar desde as eleições de 2022.