Ata detalha aprovação e valor do contrato
Os detalhes da negociação constam na ata da reunião do conselho do Sinal-DF. Segundo o documento, a presidente da seção, Edna Velho, apresentou à diretoria as condições do acordo.
“A presidente [do Sinal-DF, Edna Velho] informou sobre a conversa com a profissional e seu alinhamento à posição defendida pelo sindicato, além do valor cobrado pela gravação de um vídeo e postagem no perfil oficial da atriz, esclarecendo que o pagamento somente seria realizado após deliberação deste conselho e apenas em caso de aprovação da proposta”, registra o documento.
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Entrar no grupo “A proposta da contratação foi colocada em votação com valor de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pela campanha em questão”, acrescenta a ata.
A votação interna resultou em cinco votos favoráveis e uma abstenção, aprovando tanto a contratação quanto o limite financeiro.
O que Piovani publicou no Instagram
No vídeo publicado em seu perfil, a atriz fez críticas diretas à PEC 65, classificando-a como uma ameaça à estrutura estatal do Banco Central.
“A Pec do Banco Central não é sobre autonomia, ela pretende mudar a natureza jurídica da instituição. Essa PEC 65 é um tapa na cara do povo! O Banco Central exerce funções típicas de Estado: fiscalização, regulação, emissão de moeda e poder de polícia. Os recursos provenientes de ativos financeiros administrados pelo Banco Central são do povo brasileiro, não podem ser usados para bancar uma instituição apartada do Estado e à mercê dos interesses do mercado financeiro e dos bancos. A garantia da gratuitidade do PIX é manter o BC como autarquia, com servidores estatutários e carreira típica de Estado”, escreveu Piovani na legenda da publicação.
Para sinalizar que se tratava de conteúdo pago, a atriz utilizou a hashtag #publi. Na mesma postagem, marcou o presidente Lula (PT), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e outras autoridades do governo federal.
Sindicato negou pagamento, mas não respondeu após revelação da ata
Na semana anterior à publicação das informações detalhadas, quando a Folha primeiro destacou o vídeo de Piovani, o Sinal-DF negou ter pago a atriz para criticar a PEC da autonomia do BC.
Procurado novamente pelo jornal após a revelação da ata, o sindicato não respondeu aos questionamentos. Luana Piovani também optou por não se manifestar sobre os termos do acordo.