— O resultado mais importante da cooperação entre os países membros do Brics é a criação do Novo Banco de Desenvolvimento, e nosso país em breve se tornará membro desse banco — ressaltou o diretor.
O encontro entre Hemmati e a presidente brasileira do NDB aconteceu em Jaipur, na Índia, durante reunião que reuniu ministros das finanças e governadores dos bancos centrais do bloco.
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Entrar no grupo Banco do Brics flerta com país sob pesadas sanções
O que chama atenção — e preocupa observadores internacionais — é o fato de o governo iraniano enfrentar severas sanções aplicadas pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional. Sem um acordo pacífico à vista com os americanos e Israel, Teerã busca alternativas financeiras fora do sistema dolarizado. E é justamente essa brecha que o Banco do Brics, sob a gestão de Dilma Rousseff, parece estar disposto a oferecer.
A decisão de abrir portas a um regime sancionado por potências ocidentais coloca em xeque a neutralidade e a prudência que se esperariam de uma instituição multilateral de desenvolvimento. A postura do banco, nesse caso, sugere mais alinhamento geopolítico do que responsabilidade financeira.
Histórico do Irã no Brics e a estrutura do NDB
O Irã passou a integrar o Brics em 2024, com o objetivo declarado de ampliar seus laços econômicos. Já o NDB foi criado em 2015 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, com foco inicial em projetos de infraestrutura. Posteriormente, a organização expandiu suas fronteiras e acolheu também Emirados Árabes e Egito.
Agenda anti-dólar ganha força no grupo
O encontro de ministros de Finanças e dirigentes de bancos centrais do Brics, sediado na Índia, foi o primeiro do gênero com a participação de Abdolnaser Hemmati. O tom predominante do evento refletiu a estratégia do bloco de reduzir a dependência total em relação ao dólar americano, incentivando operações comerciais em moedas locais.
Para críticos, a combinação entre a busca por desdolarização e o financiamento a nações sancionadas configura uma postura cada vez mais politizada da instituição — algo que, sob a liderança de Dilma Rousseff, parece menos coincidência e mais projeto.