Pedido judicial e tentativa de acesso a documentos
Em setembro de 2025, Viotto chegou a ingressar na Justiça do Paraná com um pedido de antecipação de provas, buscando obter documentos junto ao Banco Central. A ação, no entanto, foi retirada poucos dias depois. Segundo o Estadão, a defesa do empresário pretende reapresentar o pedido para que a análise fique a cargo de outro magistrado.
Auditoria aponta lacunas e divergências
De acordo com Viotto, uma auditoria interna identificou saídas financeiras sem respaldo documental, como notas fiscais, contratos ou comprovantes, que somariam cerca de R$ 100 milhões. O relatório também teria apontado uma diferença de R$ 7,6 milhões nos extratos bancários até dezembro de 2024.
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Entrar no grupo O empreendimento, ainda em construção, já comercializou mais de 1,5 mil cotas para mais de 600 clientes, movimentando aproximadamente R$ 220 milhões. O projeto prevê 240 apartamentos e 300 casas.
Família Ferro e acusações de desvios
Viotto atribui as supostas irregularidades à família Ferro, que se tornou sócia majoritária após adquirir a participação dos irmãos de Dias Toffoli. Ele afirma que os desvios teriam ocorrido por meio de contratos com empreiteiras e pelo desaparecimento de valores referentes a impostos que não teriam sido repassados à União.
Segundo o empresário, o principal nome citado nas denúncias é Patrick Ferro, que assumiu a presidência do resort no ano passado.
Defesa do empreendimento rejeita acusações
Em resposta, o Tayayá Porto Rico classificou as acusações como “inverídicas” e “caluniosas”. A administração do resort sustenta que Viotto tenta retomar o controle da empresa, da qual teria sido afastado por supostas atividades suspeitas e conflitos de interesse.
A empresa também afirmou ao Estadão que não há recursos públicos envolvidos no empreendimento. Em situações desse tipo, eventuais apurações costumam recair sobre crimes como apropriação indébita e furto de recursos internos, caso as irregularidades venham a ser confirmadas.