Imagens indicam punição decidida por “tribunal de campo” durante a guerra na Ucrânia
Imagens divulgadas em canais do Telegram mostram o que seria o resultado de um julgamento informal realizado por um chamado “tribunal de campo” envolvendo dois soldados da Rússia em meio ao conflito com a Ucrânia. Os combatentes teriam sido acusados de roubar e consumir maconha pertencente ao comandante da brigada.
De acordo com os registros, os militares foram amarrados a árvores em uma área de floresta coberta de neve, com vestimentas insuficientes para as condições climáticas extremas do inverno no Leste Europeu. As imagens indicam temperaturas que podem chegar a -20°C, além de ventos intensos. O local exato não foi identificado.
Vídeo registra acusações e punição
Durante a gravação, um homem que aparece no vídeo profere insultos e acusações contra os dois soldados. Segundo a agência East2West, ele afirma:
“Pois bem, seus porcos, vocês fumaram a erva do comandante. Era a erva do Viper, seus filhos da p…. Seus porcos”.
O episódio é citado como mais um exemplo de punições consideradas abusivas aplicadas dentro de unidades russas no front, sem qualquer tipo de procedimento judicial formal reconhecido.
Relatos de abusos se multiplicam no conflito
Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, têm surgido relatos recorrentes de maus-tratos e punições violentas dentro das próprias forças russas. Drones ucranianos e vídeos compartilhados em redes sociais já registraram episódios semelhantes, ampliando a repercussão internacional.
Analistas e fontes independentes apontam que o uso de drogas e o alcoolismo seriam frequentes entre alguns combatentes, associados ao desgaste psicológico provocado por uma guerra que se prolonga além do previsto inicialmente.
Punições extremas e mortes não esclarecidas
Segundo relatos que circulam desde o início do conflito, as punições internas variariam desde abandono forçado em condições adversas até execuções sumárias. Há ainda denúncias de que mortes decorrentes dessas práticas seriam registradas oficialmente como baixas em combate, dificultando a apuração independente.
Organizações internacionais de direitos humanos acompanham o conflito, mas o acesso limitado às áreas de combate e o controle de informações por parte das forças envolvidas dificultam a verificação completa dos episódios denunciados.