Para a SpaceX, o caso brasileiro ilustra uma vulnerabilidade: ativos da empresa podem ser alvo de ações judiciais mesmo quando não há relação direta com as operações da companhia envolvida.
“Conforme evidenciado pela apreensão de bens no Brasil, podemos estar sujeitos a ações adversas por parte de agentes governamentais”, afirma o documento apresentado à SEC.
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Entrar no grupo Governos e decisões classificadas como “arbitrárias”
No pedido de IPO, a empresa de Elon Musk alertou investidores de que suas operações globais podem ficar expostas a deliberações de governos e autoridades jurídicas consideradas “instáveis, maliciosas ou arbitrárias”. O Brasil foi usado como exemplo dessa categoria de risco no documento.
Listagem na Nasdaq e projeções financeiras
A SpaceX pretende negociar suas ações no índice de mercado Nasdaq, sob o código SPCX. O pedido de oferta pública inicial foi divulgado pela SEC na quarta-feira, embora ainda não haja estimativa oficial de preço para os papéis.
De acordo com a imprensa norte-americana, a expectativa é que a companhia levante aproximadamente US$ 75 bilhões com o IPO.
Além disso, a empresa projeta um crescimento de US$ 581 milhões em receitas vinculadas ao segmento de inteligência artificial ao longo de 2025. Esse avanço seria sustentado por receitas de publicidade, assinaturas do chatbot Grok, operações da rede social X e contratos de licenciamento de dados.
Contexto dos embates entre Musk e o Judiciário brasileiro
Elon Musk e o ministro Alexandre de Moraes protagonizam disputas públicas relacionadas à atuação do Twitter/X no Brasil. O bloqueio de ativos da Starlink foi um dos capítulos mais emblemáticos desse confronto, e agora ganha novo destaque ao ser formalmente registrado como fator de risco em um dos maiores IPOs já projetados no mercado financeiro global.