Apesar disso, Alcolumbre optou por aguardar o posicionamento do plenário do STF antes de tomar qualquer medida.
Estratégia para ganhar tempo
Aliados do presidente do Senado passaram a contar o prazo a partir das 18h20, horário em que a Advocacia do Senado recebeu a notificação. A estratégia é retardar ao máximo a tramitação interna para permitir que o Supremo analise o caso antes de qualquer prorrogação ser efetivada.
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Entrar no grupo Debate jurídico sobre limites das CPIs
Nos bastidores do STF, ministros avaliam que há entendimento consolidado para garantir o direito das minorias parlamentares na criação de CPIs. No entanto, esse mesmo princípio não se aplicaria automaticamente à prorrogação dos trabalhos.
A extensão do prazo, segundo essa interpretação, seria uma atribuição do presidente do Senado, que pode decidir com base em critérios políticos. O Supremo só deveria intervir em caso de omissão dessa autoridade.
Ampliação da investigação gera críticas
Enquanto o impasse segue, parlamentares da oposição tentam expandir o escopo da CPMI do INSS para incluir outros temas, como o caso do Banco Master. Essa movimentação tem gerado críticas entre ministros do STF.
Possíveis cenários após o julgamento
Se o plenário derrubar a decisão de Mendonça, a CPMI do INSS deve encerrar suas atividades no sábado (28). Nesse cenário, a oposição avalia alternativas para manter as investigações em andamento.
Uma das opções é transferir apurações para a CPI do Crime Organizado, cujo prazo vai até 15 de abril. Outra possibilidade é a criação de uma nova comissão voltada especificamente ao caso do Banco Master.
Julgamentos futuros podem definir limites das CPIs
A análise desta quinta também deve indicar o posicionamento dos ministros sobre os limites de atuação das CPIs. Em breve, o STF julgará a decisão do ministro Flávio Dino que anulou quebras de sigilo determinadas pela CPMI do INSS, incluindo a do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Ministros próximos de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli vêm adotando decisões que contrariam ações do Congresso em investigações relacionadas ao INSS e ao Banco Master.
Divergências sobre quebras de sigilo
O tema deve ganhar novos contornos no julgamento envolvendo Lulinha. Há, dentro do STF, uma corrente que defende maior restrição ao acesso a dados sigilosos por CPIs.
Para Gilmar Mendes e Flávio Dino, “as quebras de sigilo são uma medida excepcional e, portanto, devem ser justificadas individualmente, não em votação simbólica, em bloco”.
Gilmar já havia tomado decisão semelhante ao anular a quebra de sigilo do fundo Arleen, determinada pela CPI do Crime Organizado.