Sessões marcadas para dia 24 ocorrerão sem público ou imprensa; Moraes presidirá os encontros em Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) manterá em sigilo as acareações marcadas para a próxima terça-feira, dia 24, no âmbito do inquérito que investiga uma suposta trama golpista. As sessões, que serão conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, ocorrerão sem transmissão pela TV Justiça e sem presença da imprensa.
Encontros entre réus e testemunhas
A primeira acareação colocará frente a frente os réus Mauro Cid e Walter Braga Netto. A segunda sessão reunirá o réu Anderson Torres e o general Marco Antônio Freire Gomes, ouvido como testemunha.
A defesa de Braga Netto solicitou o adiamento da acareação, alegando que o advogado José Luis Oliveira Lima está fora do país. Foi sugerida a nova data de 27 de junho para o procedimento.
Por sua vez, Freire Gomes pediu autorização para participar por videoconferência, justificando que se encontra em Fortaleza (CE) e que o deslocamento até Brasília seria oneroso. A defesa argumenta que a tecnologia atual permite a condução remota da acareação sem prejuízo processual.
Finalidade é esclarecer contradições
As acareações têm como objetivo esclarecer divergências nos depoimentos prestados anteriormente. Os envolvidos comparecem à mesma sessão e são questionados sobre os pontos conflitantes.
Moraes no centro das contradições entre depoimentos
Um dos temas centrais envolve as declarações de Mauro Cid, que afirmou ao STF ter recebido dinheiro em espécie de Braga Netto, entregue em uma sacola de vinho. Segundo Cid, o valor seria destinado ao militar acusado de planejar o assassinato do ministro Alexandre de Moraes. Braga Netto, por sua vez, nega veementemente ter repassado qualquer quantia ao tenente-coronel.
Outro ponto de conflito ocorre entre Anderson Torres e o general Freire Gomes. Este último afirmou à Polícia Federal que Torres participou de uma reunião envolvendo o suposto plano golpista, o que Torres deseja contestar diretamente durante a acareação.
Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou sobre os pedidos feitos pelas defesas.