Mudança de regra elevou o patamar de proteção
Antes da decisão de Gilmar Mendes, eram suficientes 41 votos para a abertura de um processo de impeachment. Se a regra anterior ainda estivesse em vigor, a projeção de 40 senadores pró-cassação representaria uma ameaça concreta aos ministros. Na ocasião, Gilmar justificou a alteração afirmando que a “intimidação do Poder Judiciário por meio do impeachment abusivo cria um ambiente de insegurança jurídica, buscando o enfraquecimento desse Poder, o que, ao final, pode abalar a sua capacidade de atuação firme e independente”.
Eleições de 2026 podem reforçar oposição ao STF
A renovação de dois terços do Senado nas eleições de outubro é o principal fator considerado nas projeções dos ministros. O pleito tem potencial para ampliar a presença de parlamentares conservadores e abertamente críticos à atuação da Corte.
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Entrar no grupo Nomes ligados à família Bolsonaro aparecem bem colocados nas pesquisas. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disputa uma vaga pelo Distrito Federal, enquanto Carlos Bolsonaro concorre em Santa Catarina. Ambos figuram em posições competitivas nos levantamentos.
O cálculo do STF leva em conta também os 27 senadores cujos mandatos se estendem até 2030. A eventual bancada pró-impeachment reuniria nomes de partidos como PL, PP, União Brasil e Novo.
Alexandre de Moraes concentra a maioria dos pedidos
O Senado jamais abriu um processo de impeachment contra um ministro do STF em toda a história. No entanto, a possibilidade vem ganhando força nos últimos anos. O ministro Alexandre de Moraes é o alvo principal, concentrando a maior parte dos cerca de cem pedidos protocolados.
A reportagem “O poder de olho no Senado”, de Cristyan Costa, detalha o cenário completo das movimentações internas da Corte diante do novo panorama político que pode se desenhar a partir de 2027.