POLÍTICA

STF reage à Itália e defende julgamento de Zambelli: o que Fachin contestou?

Supremo Tribunal Federal responde à Justiça italiana e defende que a condenação de Carla Zambelli seguiu a Constituição e o devido processo legal

Presidente do Supremo, Edson Fachin, assina nota reafirmando que condenação respeitou a Constituição e o devido processo legal

A Corte de Apelação da Itália havia acolhido argumentos da defesa de e levantado dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento conduzido pelo STF. Para os magistrados italianos, o Alexandre de Moraes acumulou funções potencialmente conflitantes no processo, uma vez que atuou como relator da ação penal e, ao mesmo tempo, figurou como vítima de um dos crimes atribuídos à ex-deputada federal. Com base nessa avaliação, a Justiça italiana entendeu que havia elementos suficientes para questionar a neutralidade do julgamento e manteve Zambelli em liberdade enquanto o pedido de extradição segue em tramitação.

Resposta oficial do Supremo Tribunal Federal

Diante desse cenário, o Tribunal Federal se manifestou na sexta-feira, 12, por meio de nota assinada pelo seu presidente, o ministro Edson Fachin. O documento contesta os questionamentos vindos da Itália e reforça que a ação penal contra Zambelli transcorreu em total conformidade com a Constituição brasileira, respeitando o contraditório, a ampla defesa e os compromissos internacionais firmados pelo Estado brasileiro.

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