Justiça

STJ encerra ação penal contra mulher acusada de autoaborto de bebê de 5 meses após considerar provas ilícitas

STJ anulou por unanimidade ação penal sobre autoaborto de bebê de cinco meses em Mauá após constatar quebra ilegal de sigilo médico

Corte superior anulou investigação que teve origem em quebra de sigilo médico e aplicou teoria dos frutos da árvore envenenada

Uma decisão unânime da 6ª Turma do Superior de Justiça (STJ) trancou a movida contra uma mulher acusada de praticar autoaborto quando estava grávida de cinco meses, em Mauá, na Grande São Paulo. O fundamento central foi a constatação de que toda a nasceu de uma comunicação ilegal feita pela médica que a atendeu, configurando quebra de profissional.

Como o caso chegou à polícia

Conforme os autos do processo, a mulher buscou atendimento em um hospital público do município após ingerir medicamentos abortivos e apresentar complicações de saúde. O bebê foi expelido já morto. De acordo com a acusação, a paciente levou o feto para casa e o guardou dentro de um pote, em um armário.

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