Dinâmica do crime
Segundo o apurado pelas autoridades, Nara Kércia de Sousa estava na garupa de uma motocicleta, conduzida por seu namorado, quando o casal foi perseguido e atingido por disparos de arma de fogo no bairro Maranhão. A jovem morreu no local, enquanto o companheiro foi alvejado por três tiros e socorrido com vida.
O Ministério Público do Ceará (MPCE), no pedido de prisão, descreveu a ação do suspeito:
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Entrar no grupo “(O suspeito) Perseguiu a moto e, em uma via escura após a rotatória do Parque de Exposições, efetuou vários tiros com um revólver calibre .38. Apenas ao se aproximar das vítimas caídas e ouvir o homem gritar que era inocente e não tinha envolvimento com o crime, percebeu ter confundido as vítimas.”
Confissão anterior ao mandado de prisão
Antes da formalização da prisão preventiva, Francisco Alisson já havia sido ouvido pela Polícia Civil e confessado o crime no dia 23 de outubro. Ele alegou ter confundido o casal com um grupo de desafetos que, segundo ele, o teria ameaçado de morte uma semana antes.
Ao avistar o casal em uma moto com capacetes, próximo à sua residência, ‘Gola’ acreditou tratar-se dos suspeitos mencionados e decidiu agir.
Relato do sobrevivente e contexto do crime
O namorado de Nara Kércia prestou depoimento à polícia e declarou que os dois procuravam um restaurante onde a tia da jovem trabalhava. Ele contou que, na ocasião, achou a rua indicada pelo GPS “esquisita”, e negou que houvesse qualquer ligação com grupos criminosos ou ameaças anteriores contra o casal.
Ligação com facções e outros inquéritos
Embora tenha negado integrar facções criminosas ao ser interrogado, Francisco Alisson é apontado como investigado em outro inquérito policial, referente a um homicídio ocorrido em 2024, no qual ele figura como membro da facção cearense Massa Carcerária.
Na residência do suspeito, a polícia apreendeu um tablete de maconha. Segundo ele, a substância era destinada ao consumo pessoal.
Possível motivação ligada ao tráfico local
As investigações indicam que o casal pode ter sido confundido com membros da facção Comando Vermelho (CV), rival da Massa Carcerária. De acordo com a Delegacia de Polícia Civil de Itapipoca, o local onde as vítimas foram vistas inicialmente é considerado uma zona de intenso conflito relacionado ao tráfico de drogas.
“A motivação do homicídio, segundo as investigações, teria sido a confusão das vítimas com integrantes de facção rival, uma vez que o local onde foram avistadas inicialmente é área de intenso conflito pelo tráfico de drogas”, apontou o relatório da Delegacia.