Em outro momento, chamou Moraes de “psicopata” e o acusou de cometer crimes de forma continuada.
Pressão sobre plataformas digitais
Tagliaferro relatou que, na gestão de Moraes no TSE, empresas como Meta, Google, Telegram e YouTube eram “pressionadas” a remover perfis durante o período eleitoral. Segundo ele, existia um “mutirão de perseguição à direita” dentro do tribunal.
“Esse pedido [de derrubada de contas] de fato era feito, inclusive em reuniões. Sempre se pedia certa celeridade”, disse.
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Entrar no grupo De acordo com seu depoimento, havia contatos diretos com diretores dessas plataformas, para acelerar a execução das ordens. “Eles eram ameaçados, sim, inclusive com a possibilidade de bloqueio total da plataforma em território nacional”, acrescentou.
Acusações contra STF e alerta político
Tagliaferro também acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de praticar censura, alegando que apenas setores de esquerda teriam liberdade de expressão no país. “Hoje temos alguns censurados. Amanhã poderemos ser todos”, declarou. Ele ainda alertou que o Brasil poderia “se tornar pior que Cuba ou Venezuela” caso não haja reação.
O ex-assessor defendeu a criação de novas comissões parlamentares e pediu apoio à CPMI da Vaza Toga.
Denúncia da PGR
Apesar das críticas, Tagliaferro é alvo de denúncia apresentada em 22 de agosto pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele responde por violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Segundo a acusação, entre maio e agosto de 2023, o ex-assessor teria vazado mensagens internas de servidores ligados a Moraes no STF e no TSE, divulgando informações sigilosas para a imprensa.
A PGR aponta ainda que ele ameaçou revelar novos dados após deixar o Brasil, aderindo às práticas de grupos investigados nos inquéritos das fake news, milícias digitais e trama golpista.
Pedido de extradição
Após a denúncia, Moraes determinou que o Ministério da Justiça solicitasse sua extradição. O pedido já foi encaminhado ao Itamaraty, que deve formalizar a solicitação junto ao governo da Itália, onde Tagliaferro atualmente vive.
Além dele, a deputada Carla Zambelli também participou da reunião da comissão por videoconferência nesta quarta-feira.