Tarcísio Tarcísio

Tarcísio afirma que crime organizado avança onde o Estado falha e elogia operação de Castro no Rio

Governador de SP alerta para “perda de soberania” em áreas dominadas por facções e defende ações firmes contra o tráfico

O governador de , de Freitas (Republicanos), afirmou que a maior ameaça ao atualmente é a perda de soberania para o . Em entrevista ao podcast Flow, nesta quinta-feira (6), o governador defendeu que o Estado precisa retomar o controle de territórios dominados por facções e levar políticas públicas sustentáveis às comunidades.

Tarcísio aproveitou a ocasião para elogiar a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortos, entre eles quatro agentes de segurança, classificando a ação como “bem planejada” e destacando a “coragem” do governador Cláudio Castro (PL).

A população enxerga o traficante como um empresário do desespero, e não como uma vítima da sociedade”, afirmou o governador, defendendo que o Estado deve ocupar os espaços onde o crime se consolidou.

“Perda de soberania” e ausência do Estado

Tarcísio comparou a expansão das a uma ameaça à soberania nacional, afirmando que o problema mais grave do país está dentro de suas próprias fronteiras.

O Estado não pode se render. Quem vive nessas regiões precisa sentir a mão segura do poder público”, destacou.

O governador disse que o crime organizado se fortalece onde o poder público está ausente e que recuperar esses territórios exige planejamento, coragem e políticas de longo prazo.

Estratégia militar e apoio à operação no Rio

Ao comentar a operação fluminense, Tarcísio explicou que ela seguiu a estratégia militar “martelo e bigorna”, usada para empurrar criminosos até uma área de mata no Morro da Misericórdia, onde foram cercados pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais). Segundo ele, o plano evitou confrontos em zonas civis e mostrou eficiência tática, embora tenha lamentado as mortes de policiais.

Pesquisas recentes, como a da AtlasIntel, indicam que 55,2% dos brasileiros aprovam a operação no Rio, enquanto 42,3% desaprovam. Para Tarcísio, o resultado expressa o sentimento de “chega de impunidade” da população.

Operações em São Paulo e avanço do crime no Nordeste

O governador também citou as operações Escudo e Verão, realizadas na Baixada Santista, como exemplos de ações necessárias para conter facções. Segundo ele, “nenhum governante toma uma decisão desse porte por vontade própria, mas por necessidade”.

Tarcísio ainda alertou para o avanço do crime organizado em outras regiões do país, especialmente no Ceará, onde, segundo ele, há cidades em que criminosos expulsam moradores de suas casas.

Isso mostra o quanto o Estado perdeu espaço. Precisamos reagir”, concluiu o governador.


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