A ação valida a declaração feita por Trump no começo de julho. A partir desse momento, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva esforçou-se, infrutiferamente, para iniciar um diálogo com o estadunidense.
Documento acusa Moraes de censura a empresas dos EUA
O texto menciona que ações “tirânicas e arbitrárias” foram adotadas por membros do governo e do Judiciário brasileiro com o intuito de pressionar empresas dos Estados Unidos. A lista de atos inclui a censura de discursos políticos, a demanda pela entrega de dados de usuários americanos e a modificação de políticas de conteúdo sob a ameaça de sanções, tais como multas, processos e a imobilização de ativos.
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Entrar no grupo Essas medidas, segundo a Casa Branca, “minam a viabilidade das operações comerciais das empresas dos EUA no Brasil” e também afetam a política americana de defesa de eleições livres e proteção aos direitos humanos.
O comunicado faz referência direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo a Casa Branca, ele “emitiu unilateralmente centenas de ordens para censurar secretamente seus críticos políticos”. O texto ainda indica que, quando empresas americanas se negaram a acatar as ordens, Moraes impôs multas e ameaçou executivos com ações penais.
Brasil tem a tarifa mais alta
Trump declarou que a tarifa imposta ao Brasil segue a mesma lógica de medidas anteriores usadas para “proteger os interesses dos Estados Unidos e enfrentar ameaças à segurança nacional”. Segundo ele, o STF estaria promovendo uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A partir de abril, os EUA têm negociado com vários países a implementação das denominadas “tarifas recíprocas”. Tanto o Japão quanto a União Europeia conseguiram obter reduções. Por outro lado, Brasil, México e Canadá foram alvo de novas ameaças e incrementos de tarifas.As informações são da Revista Oeste.