O impacto dessa manobra foi significativo. Segundo o relatório do tribunal: “Isso impôs restrições orçamentárias a órgãos responsáveis por políticas públicas, exigindo replanejamento forçado e afetando a continuidade de programas governamentais”.
Quatro empresas concentram 95% do rombo em 2025
A auditoria do TCU identificou que a maior parte do problema está concentrada em poucas companhias. Em 2025, quatro estatais responderam por 95% do déficit: Empresa Gerencial de Projetos Navais, Correios, Empresa Gestora de Ativos e Infraero. No total, o déficit primário do Programa de Dispêndios Globais dessas empresas atingiu R$ 4,9 bilhões no ano passado.
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Entrar no grupo Entre as estatais não dependentes figuram ainda a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Eletronuclear e a Casa da Moeda.
Correios em situação crítica
O tribunal considera a situação dos Correios a mais grave entre todas as empresas analisadas. A companhia enfrenta risco real de insolvência, segundo a avaliação do TCU.
Gestão Bolsonaro havia registrado superávit acumulado de R$ 17,46 bilhões
A análise utiliza estatísticas fiscais do Banco Central, que excluem estatais financeiras — Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES — além da Petrobras.
Durante o governo Bolsonaro, o conjunto de estatais não dependentes apresentou superávit em três dos quatro anos de mandato:
- 2019: superávit de R$ 10,29 bilhões
- 2020: déficit de R$ 614 milhões (único resultado negativo)
- 2021: superávit de R$ 3,03 bilhões
- 2022: superávit de R$ 4,75 bilhões
O saldo positivo acumulado na gestão anterior somou R$ 17,46 bilhões.
Governo Lula registra sequência ininterrupta de déficits
O cenário se inverteu completamente a partir de 2023. No governo Lula, todos os anos apresentaram resultado negativo:
- 2023: déficit de R$ 656 milhões
- 2024: déficit de R$ 6,73 bilhões
- 2025: déficit de R$ 5,13 bilhões
Os dados foram inicialmente revelados pelo jornal Gazeta do Povo e confirmam a trajetória de deterioração fiscal das estatais sob a atual administração federal.