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Tendência entre jovens aposta no “cheiro natural” para seduzir — mas será que funciona?

Tendência entre jovens promete atração por meio de feromônios ao evitar banhos, mas a ciência mostra que humanos não possuem essa capacidade biológica

Tendência entre jovens na internet defende abandonar o desodorante e reduzir banhos como estratégia de sedução, mas a ciência não sustenta a ideia

Uma nova onda de autoproclamados “influenciadores olfativos” tem ganhado espaço nas redes sociais frequentadas por em busca de autoaperfeiçoamento. A proposta é radical: abandonar o desodorante, reduzir a frequência dos banhos e deixar que o cheiro natural do corpo faça o trabalho de atrair parceiros românticos. O problema é que a promessa esbarra em um obstáculo considerável — não existe comprovação científica de que seres humanos produzam ou detectem .

Feromônios existem na natureza, mas não funcionam assim em humanos

A comunicação por meio de feromônios é amplamente documentada no reino animal. São mensageiros químicos produzidos por um indivíduo de determinada espécie, secretados ou excretados, que desencadeiam uma resposta previsível em outro membro da mesma espécie. A primeira identificação formal aconteceu em 1959, quando pesquisadores descobriram o bombykol nas mariposas da seda.

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