‘Testa de ferro’ de Maduro é preso em ação conjunta entre Venezuela e EUA

Prisão envolve cooperação internacional e ocorre após demissão do empresário do governo venezuelano

O empresário Alex Saab, apontado como “testa de ferro” do ditador deposto , voltou a ser preso na nesta quarta-feira (4). A detenção foi confirmada por veículos de imprensa da e pela agência Reuters, que informaram que a operação contou com a atuação coordenada de autoridades venezuelanas e norte-americanas.

Segundo a Reuters, Saab foi capturado por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) e deverá ser extraditado para os . A rádio colombiana Blu informou que a ação teve participação direta do FBI, reforçando o caráter internacional da operação.

Detenção ocorreu nas primeiras horas da manhã

De acordo com a Caracol Radio, a aconteceu ainda nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira. A ofensiva não se limitou a Alex Saab: o empresário Raúl Gorrín, proprietário de uma emissora de televisão, também foi alvo da operação. Gorrín é investigado pelas autoridades norte-americanas por suspeitas de lavagem de dinheiro.

Histórico de prisões e acusações internacionais

Alex Saab já havia sido detido anteriormente, em 2020, quando foi preso em Cabo Verde. Na ocasião, acabou extraditado para os Estados Unidos, onde permaneceu por mais de três anos sob custódia, enfrentando acusações relacionadas a um esquema de suborno.

Em 2023, Saab deixou a prisão após um acordo diplomático que envolveu a libertação de cidadãos norte-americanos que estavam detidos na Venezuela. O retorno ao país foi marcado por celebrações oficiais.

De herói nacional a demissão recente

Ao voltar à Venezuela, Saab foi recebido por Nicolás Maduro como herói nacional e chegou a ser nomeado ministro da Indústria. No entanto, sua permanência no governo foi curta. Em janeiro, ele acabou demitido pela presidente interina Delcy Rodríguez, decisão que antecedeu a nova prisão.

Contexto político amplia pressão sobre Caracas

A nova operação acontece em um momento de forte pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela, intensificada após a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. O ditador deposto segue preso em uma penitenciária de Nova York, onde responde a diversas acusações criminais.

Desde a prisão de Maduro, Delcy Rodríguez mencionada como vice-presidente, assumiu o comando do país de forma interina e passou a adotar uma postura de maior aproximação com autoridades norte-americanas. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem elogiado publicamente a atuação de Rodríguez e afirmou que ela vem cooperando com o governo americano.

Veja também

  1. A estratégia de Trump é a de maior benefício/custo.

    Se Delcy não se comportar, vai prá onde foi seu chefe.

    Viva Trump!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *