Tiroteio em prédio na Faria Lima levanta suspeita de acerto de contas
Tiros atingem prédio do Bradesco BBI na Faria Lima; polícia suspeita de acerto de contas ligado a dívidas.
Por ContraFatos 22/10/2025 Atualizado em 22/10/2025
Reprodução
Disparos atingiram fachada de edifício onde funciona o Bradesco BBI; Polícia Civil investiga o caso
Um tiroteio na Avenida Brigadeiro Faria Lima, uma das regiões mais valorizadas e movimentadas de São Paulo, assustou quem passava pelo local na manhã de segunda-feira (20). Os disparos, feitos contra a fachada de um prédio corporativo, podem estar ligados a um acerto de contas, segundo as primeiras informações da investigação.
O edifício alvo abriga o Bradesco BBI, braço de investimentos do grupo Bradesco, e fica na esquina com a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, na zona oeste da capital — área que concentra bancos, corretoras e sedes de multinacionais.
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Homem de moto atirou contra o prédio
Testemunhas relataram que um homem vestido com roupas escuras e capacete de motociclista parou uma moto em frente ao prédio e efetuou ao menos cinco disparos contra as janelas de vidro.
Um dos projéteis foi encontrado no sétimo andar, indicando que os tiros atravessaram o vidro e atingiram o interior do edifício.
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Apesar dos danos, ninguém ficou ferido. A Polícia Militar isolou a área, evacuou os funcionários e bloqueou parte da via por cerca de uma hora, provocando lentidão no trânsito da região.
Polícia investiga motivação e possíveis alvos
O caso está sendo investigado pelo 14º Distrito Policial (Pinheiros), com apoio da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
A perícia técnica foi acionada para analisar o projétil recolhido no local. Entre as linhas de investigação, a polícia trabalha com a hipótese de um acerto de contas financeiro.
De acordo com informações preliminares, os possíveis alvos dos disparos poderiam ser executivos de alto escalão do banco, supostamente envolvidos em dívidas de jogos de azar ou em transações com agiotas ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
As autoridades ainda não confirmaram se há imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar o autor dos disparos.