Toffoli ordenou ao Banco Central que não cumprisse medidas contra o Banco Master em 2025
Ministro Toffoli determinou que o Banco Central se abstivesse de cumprir medidas contra o Banco Master em 2025 em meio a investigações
Por ContraFatos 11/09/2026 Atualizado em 11/09/2026
Toffoli Ordenou Ao Banco Central Que Não Cumprisse Medidas Contra O Banco Master Em 2025
Decisão do ministro Dias Toffoli determinou que o BC “se abstenha de cumprir” ações relacionadas ao Banco Master
Uma determinação do ministroDias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), direcionada ao Banco Central, ganhou destaque ao revelar que o magistrado ordenou à autoridade monetária que “se abstenha de cumprir” medidas envolvendo o Banco Master no ano de 2025.
A ordem de Toffoli ao Banco Central sobre o Master reacendeu discussões sobre a atuação de ministros do STF em questões que envolvem instituições financeiras sob supervisão regulatória. O caso está inserido em um contexto mais amplo de investigações e desdobramentos judiciais que cercam o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.
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O episódio ocorre em meio a uma série de revelações envolvendo o Banco Master, incluindo denúncias de que o grupo de Vorcaro teria acessado sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Infoseg, configurando o que foi descrito como uma rede de espionagem. Além disso, a Polícia Federal apontou Toffoli como possível beneficiário de um fundo com R$ 35 milhões ligados a Vorcaro.
Outros desdobramentos recentes incluem a divulgação pública de um contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, tornado público no STF, além de informações de que Vorcaro teria bancado viagens de servidores do Banco Central a Paris e à Disney.
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No cenário político, o ministro André Mendonça atendeu a um pedido do ministro Edson Fachin, derrubou o sigilo do caso Master e liberou os autos para todos os gabinetes do STF. O PT, por sua vez, acionou o Supremo contra o que classificou como “vazamentos seletivos”, pedindo o fim do sigilo nas investigações do Banco Master.
A determinação de Toffoli para que o Banco Central se abstivesse de cumprir ações contra o Master em 2025 levanta questionamentos sobre possíveis interferências do Judiciário na atuação de órgãos reguladores do sistema financeiro brasileiro, em um momento de intenso escrutínio sobre as relações entre o banco e autoridades públicas.