Voos em aeronaves de empresários aparecem em registros
Os dados indicam que, em pelo menos seis dessas viagens, o ministro embarcou em jatos particulares pertencentes a empresários.
Entre as aeronaves identificadas está um avião da Prime Aviation, empresa que teve Daniel Vorcaro como integrante do quadro societário até setembro do ano passado.
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Entrar no grupo Destinos coincidem com compromissos pessoais
As viagens realizadas por Toffoli incluem destinos de interesse pessoal. Um exemplo ocorreu em 4 de julho de 2025, quando o ministro viajou para Marília (SP), cidade onde nasceu.
Na mesma data, houve deslocamento de seguranças do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) até Ribeirão Claro (PR), local onde está situado o Tayayá Resort. A movimentação ocorreu para prestar escolta a uma autoridade, conforme solicitação da Suprema Corte.
Além disso, Toffoli mantinha ligação com o empreendimento: ele e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, compartilhavam cotas do hotel de luxo até o ano anterior.
Uso de aeronaves privadas envolve outros integrantes do STF
O levantamento também aponta que o uso dessas aeronaves não se restringe a Toffoli. O jato de prefixo PR-SAD, pertencente à Prime Aviation, foi utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes em três compromissos oficiais.
Registros do hangar de Brasília mostram ainda que Moraes e sua esposa, Viviane Barci, aparecem como passageiros em sete ocasiões com horários compatíveis a voos operados por aeronaves ligadas ao grupo empresarial.
Relações com Banco Master já haviam gerado repercussão
As conexões entre integrantes do Judiciário e o grupo empresarial já haviam provocado desdobramentos anteriores. Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria de um processo envolvendo o Banco Master.
A decisão ocorreu após a divulgação de informações de que empresas ligadas a familiares do ministro participavam de uma rede de fundos de investimento sob suspeita de fraude.
Relações com setor financeiro e advocacia entram em foco
O caso evidencia a extensão das conexões entre membros da cúpula do Judiciário, o setor financeiro e áreas da advocacia.
O uso de aeronaves privadas vinculadas a empresários com interesses no sistema financeiro levanta questionamentos e amplia o escrutínio sobre essas relações.