Toffoli vota por barrar candidatura de Dr. Furlan, rival de Alcolumbre no Amapá
Toffoli votou para rejeitar candidatura de Furlan ao governo do Amapá no TSE, mas Mendonça pediu vista e interrompeu o julgamento
Por ContraFatos 24/09/2026 Atualizado em 24/09/2026
TSE: Toffoli Vota Contra Candidatura De Rival De Alcolumbre No Amapá, Mas Mendonça Pede Vista E Trava Julgamento
Ministro do TSE considera que Dr. Antônio Furlan fraudou a Lei da Ficha Limpa ao renunciar à prefeitura de Macapá para escapar de investigação
O julgamento sobre a elegibilidade de Dr. Antônio Furlan (PSD) ao Governo do Amapá foi paralisado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após pedido de vista do ministro André Mendonça. Antes da interrupção, o ministro Dias Toffoli já havia votado pela rejeição da candidatura do ex-prefeito de Macapá, que lidera com ampla vantagem as pesquisas de intenção de voto para o pleito estadual.
Contexto político e rivalidade com Alcolumbre
Furlan integra grupo político adversário ao do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A disputa pelo governo amapaense ganhou contornos judiciais após questionamentos sobre a renúncia do candidato à prefeitura de Macapá, que ocorreu em meio a uma investigação por supostos desvios de emendas destinadas ao Hospital Geral Municipal da capital.
Leitura
Toffoli aponta fraude à Lei da Ficha Limpa
Na visão de Toffoli, a renúncia de Furlan ao cargo de prefeito configurou tentativa de burlar a legislação eleitoral. O ministro destacou que o político oficializou sua saída apenas um dia depois de o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), ter determinado seu afastamento do cargo por 60 dias em razão das suspeitas de desvios.
“Não há dúvida de que o candidato formulou a renúncia com a finalidade de fraudar a lei e se esquivar de processo que poderia levar à perda do seu mandato de prefeito”, disse Toffoli. “É um ato com aparência de legalidade, porém dissimulada”.
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Segundo o ministro, embora Dr. Furlan tivesse notória intenção de concorrer no pleito de outubro e estivesse dentro do prazo de desincompatibilização, a isso se somou uma tentativa de driblar uma possível inelegibilidade.
Renúncia impediu análise pela Câmara Municipal
Toffoli ressaltou que a renúncia aconteceu “em momento de grave repercussão institucional para a continuidade do mandato”. Com essa decisão, Furlan impediu que as suspeitas fossem examinadas no âmbito político pela Câmara Municipal de Macapá, instância que teria competência para eventualmente cassar o mandato do então prefeito.
Apelo por celeridade diante da proximidade das eleições
Logo após Mendonça anunciar o pedido de vista, o ministro Floriano de Azevedo Marques fez um apelo público para que o processo retorne rapidamente à pauta do tribunal. Ele lembrou que o pleito de 2026 ocorre em apenas dez dias e que a indefinição sobre a candidatura pode gerar incerteza entre os eleitores do Amapá.