Cidades destruídas e cenário de calamidade
Em Rio Bonito do Iguaçu, cidade de 14 mil habitantes, a destruição atingiu cerca de 90% das casas e prédios, segundo o governador. O município, localizado a 380 km de Curitiba, foi o mais afetado. Quatro mortes ocorreram na cidade, enquanto a quinta vítima foi registrada em Guarapuava, a 256 km da capital.
A Defesa Civil estima que 430 pessoas receberam atendimento médico, sendo 30 com ferimentos moderados a graves e cerca de 100 com ferimentos leves. Um hospital de campanha foi montado para dar suporte às vítimas, e o Corpo de Bombeiros continua atuando em buscas e salvamentos nas áreas mais colapsadas.
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Entrar no grupo “Todas as pessoas que estavam em áreas visíveis já receberam atendimento médico”, informou a corporação em nota oficial.
Possível reclassificação para F3
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o tornado se formou dentro de uma supercélula, tipo de tempestade extremamente intensa. A equipe técnica não descarta reclassificar o fenômeno para F3, caso as análises confirmem rajadas acima de 250 km/h, o que elevaria a gravidade do evento.
Tornados classificados como F3 podem causar devastação severa, arrancando telhados inteiros, derrubando estruturas de alvenaria e arremessando veículos a longas distâncias.
Governo mobiliza força-tarefa e ajuda humanitária
O governo estadual enviou ajuda emergencial às regiões afetadas. A Defesa Civil distribuiu 2.600 telhas, 900 cestas básicas, 225 colchões, 220 kits de higiene e 54 bobinas de lona. Nas próximas horas, também serão entregues mais 340 colchões, 300 cestas básicas, 50 kits de higiene, 100 de limpeza e 150 kits dormitório.
Uma comitiva de autoridades decolou às 6h10 deste sábado com destino a Rio Bonito do Iguaçu. A equipe inclui o governador Ratinho Jr., o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, o coordenador da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, e o secretário das Cidades, Guto Silva.
Ratinho Jr. afirmou que o governo não descarta decretar estado de calamidade pública, medida que permitiria agilizar recursos e obras de reconstrução.
“Agora cabe a nós nos solidarizarmos com as famílias e preparar uma força-tarefa para reconstruir essas cidades”, declarou.
Chuvas intensas e novas ocorrências
Desde o início de novembro, o Paraná enfrenta uma sequência de tempestades, vendavais e granizo. Até sexta-feira (7), 14 cidades estavam em situação de emergência. O Simepar alerta para a continuidade das instabilidades climáticas nos próximos dias, o que exige atenção redobrada das autoridades e da população.