A entidade também afirmou que os “corruptos investigados” estão livres e fazendo campanha, enquanto aqueles que enfrentaram o esquema são perseguidos.
“Enquanto juízes, procuradores, policiais, auditores fiscais e ativistas (inclusive a Transparência Internacional) que ousam enfrentar a corrupção sistêmica são alvos de campanhas incessantes de difamação e assédio judicial. O Brasil jamais será um país íntegro e justo enquanto esta lógica não for revertida”, acrescentou a organização.
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Entrar no grupo Quem é Gabriela Hardt e qual sua ligação com a Lava Jato
Gabriela Hardt atuou como substituta de Sergio Moro à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato. Foi nessa condição que ela homologou, em janeiro de 2019, um acordo entre a força-tarefa da operação e a Petrobras. O entendimento previa a destinação de cerca de R$ 2,5 bilhões para a criação de uma fundação privada sediada em Curitiba, que ficaria responsável por administrar os recursos.
Como surgiu o acordo bilionário
A origem do caso remonta a 2018, quando a Petrobras firmou um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar investigações conduzidas fora do país. Parte dos valores recuperados deveria ser repassada ao Brasil, o que deu origem à negociação posteriormente homologada por Hardt.
As suspeitas levantadas pelo CNJ
A Corregedoria Nacional de Justiça identificou, durante inspeção realizada em 2024, possíveis falhas no processo de homologação do acordo. Entre os pontos questionados estão a definição da destinação dos recursos sem participação da União e o risco de integrantes da própria força-tarefa da Lava Jato exercerem influência sobre a gestão da fundação que seria criada.
Antes que a fundação fosse efetivamente constituída, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os efeitos do acordo e impediu a transferência dos valores.
Processo disciplinar e próximos passos
O processo administrativo disciplinar investiga se Hardt agiu de maneira articulada para viabilizar o acerto. A magistrada nega qualquer conduta irregular. Na mesma sessão em que determinou o afastamento por dois anos, o colegiado do CNJ também prorrogou o processo disciplinar por mais 180 dias.