Acordos assinados na Indonésia
Durante a visita oficial a Jacarta, os irmãos Batista participaram da assinatura de três memorandos de entendimento entre empresas do grupo J&F/JBS e entidades estatais da Indonésia, nos setores de agronegócio, energia elétrica e petróleo e gás. O ato contou com a presença de Lula e do presidente indonésio Prabowo Subianto.
Os acordos firmados envolvem:
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Entrar no grupo - A JBS e a PT Danantara Investment Management (fundo soberano da Indonésia, responsável por gerir investimentos estatais);
- A J&F e a PT Perusahaan Listrik Negara (estatal de geração e distribuição de energia elétrica);
- A Fluxus, empresa do grupo J&F, e a Pertamina, estatal indonésia de petróleo e gás.
Na cerimônia, Lula celebrou os resultados da viagem e destacou o “otimismo” das autoridades e empresários.
“Fizemos oito acordos aqui. Tem uma perspectiva extraordinária em várias atividades e acho que os ministros saem otimistas. Eu saio otimista”, afirmou o presidente.
A Transparência Internacional também criticou a escolha da JBS de colocar José Carlos Grubisich — ex-executivo que chegou a ser preso nos Estados Unidos por corrupção — como representante da empresa em Jacarta e chefe da equipe que acompanhou Joesley Batista durante as assinaturas.
Impunidade e novo acordo de leniência
A entidade destacou ainda que o Grupo J&F negocia com a Controladoria-Geral da União (CGU) um novo acordo de leniência, relacionado aos crimes confessados no âmbito da Operação Greenfield. A investigação revelou o pagamento de propina disfarçada em contratos fictícios de R$ 190 milhões para eliminar concorrência e evitar delações.
O grupo dos Batista havia firmado leniência apenas com o Ministério Público Federal (MPF), sem incluir a CGU — o que, segundo a Transparência Internacional, os manteve fora da repactuação de punições impostas a outras empresas envolvidas em esquemas de corrupção da Operação Lava Jato.
Histórico de corrupção dos irmãos Batista
Em 2017, Joesley Batista afirmou em delação premiada ter transferido US$ 150 milhões para contas vinculadas a Lula e à ex-presidente Dilma Rousseff. As acusações não resultaram em condenações, e os processos contra os ex-presidentes foram anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, que considerou haver abusos e irregularidades processuais.
Os irmãos Wesley e Joesley Batista também firmaram, em 2020, um acordo judicial no qual aceitaram prisão domiciliar e o pagamento de multa de R$ 1 bilhão para manter válida a delação assinada em 2017 com a Procuradoria-Geral da República (PGR) — acordo homologado pelo ministro Luiz Edson Fachin, do STF.