A Transparência Internacional classifica a reação do ministro como “retaliação autoritária” e sustenta que esse comportamento, combinado com as revelações sobre sua ligação com Vorcaro, colocou o STF diante de uma crise institucional de proporções significativas.
Pedido de afastamento e investigação de outras autoridades
A organização defende que Moraes seja afastado do cargo durante o curso das investigações. Na avaliação da entidade, tal medida seria essencial para reduzir o risco de interferência nas apurações e prevenir uma escalada que pudesse resultar em ruptura institucional.
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Entrar no grupo Além do afastamento do ministro, a Transparência Internacional também solicita que outras autoridades eventualmente envolvidas nos fatos — ou que estejam, segundo a entidade, obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização — sejam igualmente afastadas e investigadas.
Críticas ao procurador-geral e ao presidente do Senado
O documento direciona críticas específicas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo a organização, caso as “vias naturais de resolução” da crise estejam sendo bloqueadas por essas autoridades, seria responsabilidade do plenário do STF, do Senado e do Conselho Superior do Ministério Público atuar para reabrir os mecanismos de responsabilização previstos na Constituição.
Transparência como prioridade e combate à desinformação
Outro aspecto enfatizado pela entidade é a necessidade de máxima transparência nos procedimentos. Em um cenário marcado por tensões entre integrantes das instituições, circulação de desinformação e disputa política em torno das investigações, a Transparência Internacional afirma que a divulgação ampla das apurações deve ser tratada como prioridade pelas autoridades competentes.
A nota alerta que estariam em andamento estratégias já utilizadas no passado para dificultar investigações envolvendo autoridades de alto escalão: disseminação de desinformação, manipulação do debate público e divisão da sociedade. A organização cobra que o Brasil evite a repetição desses mecanismos de impunidade.
Risco de colapso e impacto no processo eleitoral
No trecho mais enfático do documento, a Transparência Internacional afirma que o problema vai além da investigação sobre o Banco Master. O que está em jogo, na avaliação da entidade, é a possibilidade de um “colapso institucional na mais alta instância do sistema de Justiça”. Esse cenário teria potencial para atingir o processo eleitoral e favorecer a captura das instituições por forças que a organização classifica como “populistas e autoritárias”.